A TGBC suspendeu por tempo indeterminado a construção do gasoduto Brasil Central. A decisão foi tomada porque apenas a Gás Brasiliano – empresa pertencente à Petrobras
A TGBC suspendeu por tempo indeterminado a construção do gasoduto Brasil Central. A decisão foi tomada porque apenas a Gás Brasiliano – empresa pertencente à Petrobras – manifestou interesse na capacidade do duto, mas a proposta foi considerada inviável. O diretor da TGBC, André Macedo, informa que os volumes solicitados pela Gás Brasiliano não atenderam ao que estava previsto no edital e seriam insuficientes para viabilizar o empreendimento. Ele não quis detalhar o conteúdo da proposta da distribuidora paulista. Após o fechamento da chamada pública este mês, a TGBC chegou a avaliar a possibilidade de construir apenas o trecho paulista do duto, mas esbarrou nos volumes demandados pela Gás Brasiliano. A situação foi debatida com a ANP (Agência Nacional de Petróleo) na semana passada e a empresa decidiu revogar o processo realizado para comercializar o gás de São Carlos (SP). Macedo afirma que o cancelamento será oficializado nesta quinta-feira (29), com publicação no Diário Oficial da União. Entretanto, ele argumenta que não houve uma desistência em relação ao projeto. “Nada impede que, num segundo momento, haja outra chamada pública [para o gasoduto Brasil Central]”, disse, esquivando–se de especificar data para a retomada do empreendimento. Com 903km de extensão, o projeto do Brasil Central visava conectar São Carlos (SP) a Brasília (DF), passando pelo Triângulo Mineiro. O empreendimento já conta a licença de instalação do Ibama e também a autorização da ANP para comercializar o transporte do gás. Em Uberaba, a fábrica de amônia da Petrobras seria uma cliente âncora para o projeto da TGBC. No entanto, o governo mineiro anunciou em novembro do ano passado a construção de um gasoduto entre Betim e o Triângulo Mineiro para suprir a unidade.