A prefeita eleita, Elisa Araújo (Solidariedade), declarou que não fará interferência política no processo de eleição da nova Mesa Diretora da Câmara. A futura gestora também manifestou não ter preferência quanto ao nome para a presidência do Legislativo nos primeiros dois anos de governo.
Segundo a futura prefeita, a deliberação sobre a Mesa Diretora é exclusiva dos vereadores e caberá ao Executivo apenas aceitar a decisão tomada pelos parlamentares no dia 1º de janeiro. “O Executivo não pode interferir. É uma forma da gente se isentar disso. A gente só tem que acatar a decisão deles e o que for melhor vai acontecer”, ponderou.
Elisa ainda posicionou não ter predileção entre os nomes de Celso Pires (PP) e Ismar Marão (PSD) para o comando do Legislativo. Apesar do único vereador eleito pelo Solidariedade, Caio Godoi, estar apoiando o grupo de suporte à candidatura do PP para a presidência da Câmara, a prefeita eleita disse que estará satisfeita independente de quem for o vencedor do processo.
Além disso, a futura gestora não acredita que uma eventual vitória do grupo liderado por Ismar poderia representar dificuldades no relacionamento entre o Executivo e a Câmara Municipal a partir do ano que vem. Segundo ela, a meta é manter o diálogo para conduzir as articulações com o Legislativo ao longo do governo.
Elisa disputou as eleições municipais em chapa pura do Solidariedade, que elegeu apenas um vereador para a nova legislatura. Como não houve coligação com outros partidos, ainda é incerto se a prefeita eleita contará com uma base aliada na Câmara Municipal a partir de 2021, ou mesmo se haverá uma ala declaradamente de oposição ao novo governo.