POLÍTICA

Prefeito de Água Comprida corta o próprio salário por economia

Três secretários também foram demitidos dentro das medidas de contenção de gastos para manter os vencimentos dos servidores em dia e os programas de Educação e Saúde

Gisele Barcelos
Publicado em 27/08/2015 às 08:47Atualizado em 16/12/2022 às 22:35
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Foto/Reprodução Net

Gustavo de Almeida, prefeito de Água Comprida, quando cumpria agenda em Brasília, diante do Congresso Nacional

Por causa da queda na arrecadação, o prefeito de Água Comprida, Gustavo de Almeida (PSD), cortou temporariamente o valor do próprio salário pela metade. A medida começa a valer a partir deste mês e faz parte de uma série de providências que já foram tomadas desde o início do ano para diminuição de gastos na Prefeitura.

O salário do prefeito em Água Comprida era de R$15 mil. Um decreto emergencial publicado este mês oficializou o corte de 50% no valor do subsídio. Almeida afirma que a medida é provisória e será mantida até o equilíbrio das finanças. “Quando a situação melhorar, a gente volta ao [valor] normal, só não sei quando isso vai acontecer. Vamos analisar no fim do ano e podemos prorrogar a medida, dependendo da situação”, salienta.

Segundo o prefeito de Água Comprida, o município perdeu quase R$650 mil em receitas este ano em função da crise econômica que afetou os repasses estaduais e federais, como FPM e ICMS. Além disso, ele ressalta que a compensação financeira por áreas alagadas – outra fonte principal de recursos da Prefeitura – também caiu por causa da estiagem prolongada que prejudicou a produção das usinas hidrelétricas.

Com esse quadro, Almeida afirma que várias medidas de contenção foram tomadas desde fevereiro. O corte começou por gastos com telefone, combustível e energia elétrica, mas até a demissão de três secretários municipais já foi realizada por motivo de economia. As pastas de Cultura e Esportes continuam vagas; já na Educação, uma servidora de carreira foi remanejada para o posto.

De acordo com o prefeito de Água Comprida, com o corte de 50% do próprio salário até o fim do ano e a exoneração dos três secretários já será possível economizar algo em torno de R$140 mil. Ele espera que as demais medidas de contenção sejam suficientes para aliviar os cofres municipais enquanto as receitas não crescem.

Segundo Almeida, as providências asseguraram o pagamento em dia para o funcionalismo até o momento e também evitou prejuízo aos serviços públicos básicos na cidade. “Preciso fechar as contas do município, mas não quero deixar a situação financeira afetar a Educação e a Saúde”, conclui.

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