POLÍTICA

Prefeito diz que desaceleração se deve à falta de orçamento

Segundo Piau, o montante disponibilizado para execução do projeto este ano era de R$243 milhões e a Toyo Setal já consumiu R$100 milhões

Gisele Barcelos
Publicado em 21/03/2015 às 22:48Atualizado em 17/12/2022 às 00:54
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O prefeito Paulo Piau (PMDB) confirmou ontem que o consórcio Toyo Setal dispensou a empreiteira e reduziu o número de trabalhadores na obra da fábrica de amônia por questão financeira. O chefe do Executivo afirma que não há interrupção na construção da unidade, mas apenas uma ampliação do cronograma da obra em função do orçamento disponível.

Segundo Piau, o montante disponibilizado para a execução do projeto este ano era de R$243 milhões e o consórcio Toyo Setal já consumiu R$100 milhões porque a execução do serviço estava adiantada.

Caso a empresa continuasse com a mesma velocidade, o prefeito afirma que os R$143 milhões restantes do orçamento não seriam suficientes para pagar o trabalho realizado ao longo do ano. “Para enquadrar nesse orçamento, não dá para manter o passo adiantado que estava. Nós precisaríamos de mais R$150 milhões para isso. Coloquei este número nas mãos do governador Fernando Pimentel, da direção da Petrobras e do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga”, revela.

No começo do ano, a questão financeira já lançava dúvidas sobre a construção da unidade em Uberaba devido ao corte de 25% nos investimentos previstos no plano de negócios da Petrobras para 2015. No entanto, o prefeito descarta a possibilidade de interrupção do projeto. “Nem que seja na unha, a obra não vai parar. Mas ajuste de cronograma sempre vai ter”, argumenta.

Sem uma resposta até o momento para a solicitação de mais recursos, PP declara que o caminho da Toyo Setal foi suspender contratos e empreiteiras retiraram operários e maquinário do canteiro de obras. No entanto, ele ressalta que o projeto continua em execução, apenas em ritmo mais lento.

Questionado, Piau nega que o imbróglio para a consolidação do gasoduto tenha motivado a freada na construção da fábrica. Ele salienta que o projeto é complexo do ponto de vista financeiro, mas assegura que as providências estão sendo tomadas pelo governo mineiro para trazer o gás a tempo de abastecer a planta em Uberaba. O prefeito espera um posicionamento do Estado na próxima semana sobre o financiamento do duto.

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