Por maioria dos votos, o prefeito Anderson Adauto (sem partido) está absolvido da acusação de corrupção ativa na ação penal do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Na quinta-feira passada, votaram a favor da absolvição, por falta de provas, o relator Joaquim Barbosa, o revisor Ricardo Lewandowski e, ainda, os ministros Rosa Weber e Luiz Fux. E na sessão de ontem, os votos de Carmem Lúcia, Dias Toffoli e Gilmar Mendes confirmaram os votos necessários para absolvição do prefeito pelo crime de corrupção por maioria do STF. Porém, ainda faltam os votos do ministro Celso de Mello e o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, que serão apresentados na sessão de hoje.
Entre os condenados do núcleo político, onde encontra-se disposto este item do julgamento, estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério. A maioria dos ministros entendeu que eles cometeram corrupção ativa ao esquematizar o desvio de recursos públicos que, misturados a empréstimos bancários fraudulentos, foram utilizados para a compra de parlamentares. O objetivo era garantir a aprovação de matérias de interesse do governo na Câmara dos Deputados, como a reforma da Previdência. Alguns ministros apontaram que isso fazia parte de um projeto de permanência no poder e expansão do PT.
Através da assessoria de comunicação, o prefeito afirmou que irá se posicionar somente ao final do julgamento da ação penal. Isso porque ele ainda responde por crime de lavagem de dinheiro, último item a ser julgado pela Corte.
Porém, nesta quarta-feira, ele irá emitir nota à imprensa sobre esta segunda fase que ainda tem que enfrentar no STF. AA já havia declarado, através da Rádio JM 730kHz, que sempre considerou “absurda” a acusação, lembrando que houve um julgamento prévio pela sua condenação. Ele ainda colocou como expectativa ser absolvido por unanimidade – o que pode ser confirmado hoje com os dois votos de Celso Mello e Ayres Britto.