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Adislau Leite cobra pagamento do piso em pauta de negociação da categoria
Prefeito Paulo Piau não garante pagamento do piso salarial aos professores da rede municipal. Na semana passada, o Ministério da Educação anunciou reajuste de 13,01% e o piso passou a ser de R$1.917,78 para docentes de escolas públicas com até 40 horas de trabalho semanais. Entretanto, em entrevista na Rádio JM, no programa Linha Aberta, o Prefeito foi questionado sobre o assunto, e disse que se a prefeitura não está pagando o piso integral é por conta da falta de recursos financeiros.
A Lei Nacional do Piso dos Professores existe desde 2008, o primeiro valor a ser praticado foi de R$950, em 2009, e desde então vem sofrendo reajustes; em 2012 foi quando houve o maior índice, de 22,22%. Contudo, a luta da categoria em muitas cidades do País é pelo pagamento deste valor, e em Uberaba a situação não é diferente. Está é a principal reivindicação dos sindicatos de professores, tanto na rede Estadual como Municipal.
“A nossa vontade sem dúvida era pagar este valor aos professores de Uberaba que atuam na rede municipal, mas temos uma realidade financeira; é preciso cuidar de vários setores, como na própria educação, devemos por lei aplicar o mínimo de 25% do orçamento municipal e, em 2014, aplicamos acima deste índice. Além disso, também temos que cuidar da saúde, dos problemas da cidade, tampar os buracos nas ruas, tirar os lixos, do esporte, da cultura, enfim, é muito serviço e se não estamos pagando o piso no valor total é porque não há recursos financeiros”, explica o prefeito.
Piau comenta também que não adianta criar leis federais se os municípios não têm capacidade de cumprir. O Governo Federal oferece ajuda de custo para os municípios pagarem o piso ao professor, mas segundo Piau, esse benefício normalmente atinge regiões mais pobres; o Sudeste é considerado uma região rica e por isso, dificilmente esse auxílio será oferece aos municípios da região. “Vamos oferecer o máximo que o orçamento comportar, não vamos dar o que não temos de recurso, isso vale para qualquer setor na prefeitura e entendemos que a educação é prioridade”, explica o prefeito.
Vale lembrar que há uma rodada de negociação com os servidores da educação prevista para ser iniciada no final do mês de janeiro, quando diversos pontos serão abordados, entre eles a questão salarial.