POLÍTICA

Prefeito pretendia cobrar posição de Pimentel sobre o gasoduto

Piau pretendia aproveitar a presença do governador Fernando Pimentel, no domingo (3), para cobrar uma resposta sobre o projeto

Gisele Barcelos
Publicado em 29/04/2015 às 22:35Atualizado em 17/12/2022 às 00:22
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“Estado está demorando muito para resolver a questão do gasoduto”, afirmou ontem o prefeito Paulo Piau (PMDB) em entrevista ao programa Linha Aberta, da Rádio JM. O chefe do Executivo pretendia aproveitar a presença do governador Fernando Pimentel (PT) em Uberaba, no domingo (3), para cobrar uma resposta sobre o projeto, mas, com o cancelamento da agenda, deverá solicitar audiência para discutir o assunto.

Piau conta que a demora no posicionamento final sobre o gasoduto já foi tratada com representantes da Cemig, da Gasmig e com o próprio Pimentel. Ele lembra que inicialmente foi prometida uma resposta em fevereiro, o prazo foi estendido para março e agora adiado para maio, conforme informou ontem o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso.

O prefeito defende que a gestão passada já tinha avançado com a proposta de trazer o gás de Betim para Uberaba e o processo retrocedeu para reavaliar a alternativa de construir o gasoduto vindo de São Paulo. No entanto, PP afirma que uma decisão precisa ser tomada com rapidez porque a fábrica de amônia da Petrobras está em construção e só pode entrar em funcionamento quando o gás estiver disponível.

“Acredito que o Estado tem que ser mais ágil em relação ao gasoduto. Já tinha a proposta de trazer o gás de Betim para Uberaba. Agora voltou outra vez o assunto de trazer o insumo de São Paulo. Tem que tomar decisão porque a planta de amônia não parou e está avançando. A fábrica não funciona sem gás [...] Então, essa é um resposta que o governo de Minas deve a Uberaba e eu, como prefeito, farei cobrança determinante ao governador”, conclui.

A Cemig e a Gasmig estão finalizando os estudos técnicos para decidir a melhor alternativa para trazer o gás até o Triângulo Mineiro e abastecer a fábrica de amônia da Petrobras. A captação de recursos para custear o empreendimento também está sendo considerada para a decisão. O gasoduto mineiro demanda investimento de R$1,8 bilhão, montante que o Estado não tem condição para bancar sozinho. Já o aporte para trazer o duto de São Paulo teria impacto financeiro menor.

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