POLÍTICA

Prefeitos ameaçam parar serviços por falta de repasses do governo estadual

Prefeitos filiados à AMM decidem no dia 19 de junho se vão paralisar os serviços prestados pelo Poder Público

Marconi Lima
Publicado em 08/06/2018 às 07:45Atualizado em 17/12/2022 às 10:25
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Divulgação

Julvan Lacerda, presidente da AMM, diz que situação está insustentável e a revolta é grande entre os prefeitos que participarão de congresso dia 19 no Mineirão

Prefeitos filiados à Associação Mineira de Municípios (AMM) decidem no dia 19 de junho se vão paralisar os serviços prestados pelo Poder Público para pressionar o governador Fernando Pimentel (PT) a pagar dívida com as prefeituras, que, segundo levantamento da entidade municipalista, chega a R$5,9 bilhões.

A proposta da AMM é paralisar transporte escolar, saúde, assistência social e o suporte dado às polícias Militar e Civil, Emater e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) – nestes últimos, os prefeitos pagam combustível, aluguel e outras contas necessárias ao funcionamento, como telefone, energia, água e limpeza.

Em entrevista ao site de notícias Uai, o prefeito de Moema e presidente da AMM, Julvan Lacerda (MDB), diz que a paralisação dos serviços pode ocorrer de qualquer forma, já que as prefeituras não estão mais conseguindo segurar as contas. “O governo está atrasando salário dos professores e agora nos impondo a fazer o mesmo com a rede municipal, porque não está repassando o Fundeb (Fundo da Educação Básica). O que vamos fazer é apenas decidir se paramos tudo junto para ter um impacto, porque as cidades já estão parando por causa da falta de recursos”, disse ao Uai. “Está tendo um movimento que nasceu dos prefeitos e vamos trazer isso para deliberação no dia 19, durante congresso de municípios, no Mineirão”, afirmou Julvan.

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