POLÍTICA

Prefeitos querem garantia do governador sobre o gasoduto

Estudo da Fiemg aponta que o gasoduto mineiro beneficiará 55 cidades, numa área de abrangência que representa 25,9% do PIB e 39,3% da arrecadação do Estado de Minas Gerais

Gisele Barcelos
Publicado em 05/03/2015 às 22:42Atualizado em 17/12/2022 às 01:09
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Em reunião ontem na sede da Fiemg em Belo Horizonte, prefeitos do interior de Minas Gerais decidiram solicitar audiência com o governador Fernando Pimentel (PT) para um posicionamento definitivo sobre o traçado do gasoduto que vai atender à fábrica de amônia da Petrobras. Junto com a entidade classista, o grupo se mobiliza para a defesa da implantação do duto que trará o gás de Betim até Uberaba.

O vice-governador Antônio Andrade visitou Uberaba esta semana e assegurou que o gasoduto mineiro é a opção para suprir a unidade da Petrobras. No entanto, o prefeito Paulo Piau (PMDB) ressalta que a palavra final sobre o assunto tem que ser dada por Pimentel. “Pedimos audiência com o governador para deixar às claras como o gás chegará à cidade no ano que vem”, acrescenta.

Mesmo alegando não ter preferência em relação ao traçado, Piau defende que o duto entre Betim e Uberaba seria mais vantajoso para Minas Gerais porque intensificaria a industrialização e permitira diversificar a economia, hoje centrada basicamente na mineração e na agropecuária. O processo, segundo o prefeito, seria positivo para a cidade. “Quanto mais Minas crescer, mais impostos serão recolhidos e maior será o bolo econômico. Com isso, Uberaba recebe mais também”, salienta.

Na reunião, o prazo para consolidação do projeto foi um dos principais pontos da discussão. Piau lembra que o gás precisa chegar a Uberaba até o fim de 2016 para suprir a demanda da planta de amônia. Também foi citado no evento que o contrato firmado entre a Petrobras e o Estado prevê o pagamento de multa que chega a 95% do valor de fornecimento contratado, caso os prazos não sejam cumpridos por ambas as partes.

Presente ao evento, o presidente da Gasmig, Eduardo Andrade, informou que o projeto do gasoduto mineiro está em fase de revisão técnica. No ano passado, questionamentos do Ministério Público levaram a estatal a revogar licitação aberta para contratar empresa que desenvolveria a proposta.

O dirigente da Gasmig também informou que o processo de licenciamento ambiental já está em andamento, assim como o cadastramento de proprietários que serão interceptados pela obra para acordos de desapropriação. Ainda assim o gestor admite que o tempo é curto. “Temos um prazo desafiador e preocupante”, sentenciou.

Já o presidente da Fiemg estadual, Olavo Machado Júnior, apresentou os dados de um estudo realizado pela entidade sobre o empreendimento. Orçado em R$1,8 bilhão, o duto passará por 26 municípios mineiros e beneficiará 55 cidades. Segundo o levantamento, a área de abrangência representa 25,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, 39,3% da arrecadação, 14 mil indústrias e 320 mil empregados, em uma população de 2,3 milhões de pessoas. A capacidade de fornecimento inicial é de três milhões de metros cúbicos/dia, dos quais metade seria consumida pela unidade de fertilizantes da Petrobras.

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