POLÍTICA

Prefeitura aplicará somente a inflação no reajuste do IPTU

Correção monetária não exige aprovação da Câmara Municipal, que deveria ser consultada se fossem aplicados os percentuais apurados na atualização da planta de valores

Gisele Barcelos
Publicado em 29/11/2014 às 08:26Atualizado em 17/12/2022 às 02:29
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Terminou ontem prazo para apresentar à Câmara Municipal projeto referente à revisão da planta genérica de valores que seria aplicada no cálculo do IPTU 2015, mas a Prefeitura não encaminhou a proposta ao Legislativo.

Desta forma, novamente, apenas a correção monetária conforme a inflação do período será aplicada no lançamento do imposto em 2015. A equipe financeira já analisa a variação do IPCA (Índice de Preço ao Consumidor – Amplo), do INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) e do INCC (Índice Nacional de Construção Civil) para definir qual o percentual será aplicado.

O cálculo será feito com base no menor indicador. A medida está prevista no Código Tributário do Município e não precisa ser submetida à Câmara de Vereadores. A correção será oficializada em decreto publicado no Porta-Voz até o fim do ano.

O estudo para atualização da planta genérica – tabela que aponta a valorização ou desvalorização do metro quadrado em cada bairro da cidade – foi concluído este mês pela comissão de avaliação imobiliária, ou seja, dentro do prazo para envio do projeto que viabilizaria o reajuste no próximo ano.

Entretanto, o prefeito Paulo Piau argumenta que a revisão causaria impacto de até 150% no IPTU em 2015 e, por isso, a decisão foi não aplicar o reajuste agora. “Iria onerar muito a população. Então, a medida não será tomada neste momento”, afirma.

Por outro lado, Piau não descarta que a atualização da tabela será feita posteriormente. “Nós estamos fazendo uma consulta ao Tribunal de Contas para ver a responsabilidade que o gestor tem em relação aos dados que existem. Evidentemente, eu não posso abdicar de receita, mas será algo que não onere o povo de Uberaba porque a situação econômica não é boa no Brasil como um todo”, disse.

Uma das possibilidades seria parcelar a aplicação do índice de reajuste em dois anos. A estratégia foi adotada em 2005, sendo o percentual fracionado no lançamento do imposto nos dois anos seguintes.

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