Após reivindicação dos motoristas de ônibus, a Prefeitura pode manter a proibição de estacionamento na Leopoldino de Oliveira
Fot Jairo Chagas
Marcondes Freitas, secretário de Planejamento, não descarta a possibilidade de a PMU reavaliar a decisão de voltar com o estacionamento e acabar com a faixa exclusiva na Leopoldino
Após reivindicação dos motoristas de ônibus, a Prefeitura pode manter a proibição de estacionamento na avenida Leopoldino de Oliveira e continuar com faixa exclusiva de transporte coletivo na via. A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Uberaba e Região (Sttrur), Lutério Antônio Alves, que discutiu ontem a questão com equipe técnica da Secretaria de Planejamento.
O estacionamento na avenida Leopoldino de Oliveira foi proibido em janeiro, com o início das operações do primeiro trecho do BRT. No entanto, houve contestação de comerciantes do centro da cidade e o prefeito Paulo Piau (PMDB) voltou atrás em junho, anunciando a retomada do estacionamento na via e a transformação da faixa exclusiva de ônibus em preferencial. Os motoristas protestaram contra a medida e agora a situação pode ser revista novamente.
De acordo com o líder sindical, a faixa exclusiva de ônibus é essencial para a segurança dos usuários de transporte coletivo e dos próprios motoristas. “O transporte coletivo de qualidade não caminha junto com estacionamento para carros. Isso é indiscutível. Se mantiver o estacionamento para carro [na Leopoldino de Oliveira], não vai funcionar. Além disso, o ônibus BRT é muito pesado, tem 18 mil quilos e precisa de uma via exclusiva para ele. É um risco enorme ficar misturado com outros veículos”, pondera.
Já o titular do Planejamento, Marcondes Freitas, confirma que a situação está sendo estudada e o pedido dos motoristas pode ser atendido, mas a decisão final cabe ao prefeito. O secretário salienta que uma pesquisa realizada no último mês apontou satisfação com o sistema de transporte coletivo e os dados precisam ser considerados para uma definição sobre o estacionamento na Leopoldino de Oliveira.
Além disso, Freitas revela que houve informação de que o Ministério Público vem sendo acionado por pessoas que defendem a continuidade da faixa exclusiva de ônibus e a proibição do estacionamento na via. Em caso de uma determinação judicial, ele afirma que a ordem seria acatada. “Tudo isso será levado em consideração e discutido com o prefeito. Até o fim do mês, chegaremos a uma definição”, declara.
O secretário conta ainda que está sendo realizada uma contagem das vagas de estacionamento no centro crítico da avenida Leopoldino de Oliveira e alternativas vêm sendo estudadas, como a substituição das vagas suprimidas na via principal por permissão para estacionar em outras ruas do entorno.