O gasoduto mineiro é considerado pela presidente Dilma Rousseff (PT) a melhor solução para suprir a fábrica da Petrobras em Uberaba. A declaração foi feita ontem durante a solenidade para lançamento das obras da planta de amônia.
Um termo de compromisso foi assinado ontem pela presidente da Petrobras, Graças Foster, e o presidente da Cemig, Djalma Bastos, para assegurar a conclusão do gasoduto Betim-Uberaba a tempo para atender ao cronograma de inauguração da fábrica. Antes do início da solenidade, Foster teve uma conversa reservada com Djalma e também com o presidente da Gasmig, José Carlos de Mattos, para tratar do assunto.
O início da implantação do gasoduto mineiro depende do projeto técnico, ainda em fase de licitação na Gasmig. Apesar dos atrasos na concorrência, Dilma afirma que a proposta apresentada no fim do ano passado pelo governo estadual – comandado pelo PSDB – é a melhor alternativa porque não apenas abastecerá a fábrica em Uberaba, como também promoverá o desenvolvimento econômico no interior de Minas.
Entretanto, a presidente não poupou críticas aos adversários tucanos e lembrou o impasse gerado na tentativa de trazer o gás de Ribeirão Preto (SP). Segundo ela, o governo paulista - capitaneado por José Serra (PSDB) - queria o investimento da Petrobras e por isso criou empecilhos para a liberação do gasoduto. “Ficamos dois anos buscando consenso. Era para ter começado antes”, argumentou.
O mesmo posicionamento foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), ao discursar no evento realizado no Distrito Industrial 3.
O conteúdo do termo de compromisso assinado ontem não foi divulgado à imprensa. No entanto, conforme adiantou na sexta-feira (2) o gerente executivo de Gás e Energia da Petrobras, Marcelo Murta, o documento estabelece as condições principais de um contrato definitivo que será negociado em março do próximo ano.