POLÍTICA

Presidente critica iniciativa, mas relatório da CEI entregue ao MPF

Os ex-integrantes da CEI que apurou possíveis irregularidades na prestação de serviços da Pró-Saúde estiveram no MP Federal

Marconi Lima
Publicado em 19/11/2015 às 09:11Atualizado em 16/12/2022 às 21:14
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Foto/Neto Talmeli

Vereadores Samir, Borjão e Cléber durante a entrega do documento ao Ministério Público Federal

Os ex-integrantes da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apurou possíveis irregularidades na prestação de serviços da organização social Pró-Saúde estiveram ontem pela manhã no Ministério Público Federal, onde entregaram ao procurador Thales Messias Pires Cardoso a documentação levantada durante os trabalhos de 120 dias.

No dia anterior, os vereadores Samir Cecílio (PSDB) e Borjão (DEM), que integraram o colegiado, estiveram no Ministério Público Estadual, onde entregaram os 34 volumes com mais de 8,4 mil páginas aos promotores João Vicente Davina (Defesa do Patrimônio Público) e Cláudia Alfredo Marques (Defesa de Saúde). O ex-vice-presidente da CEI, Samuel Pereira (PR), enviou representante.

O presidente da Câmara Municipal de Uberaba (CMU), Luiz Dutra (PMDB), reforçou o teor da nota distribuída à imprensa em que disse que a iniciativa de entregar o relatório por parte dos vereadores não é um ato oficial do Legislativo. “A Mesa Diretora da Câmara está ciente dos protocolos que precisa cumprir e não deixará de fazer o seu papel. Toda a documentação produzida pela CEI será entregue aos órgãos competentes. Já iniciamos uma consulta ao nosso jurídico para adotarmos todos os procedimentos protocolares para a entrega deste trabalho realizado na Câmara Municipal”, disse Dutra.

Ex-presidente da CEI, Samir Cecílio disse que a ação dos vereadores não foi nenhum confrontamento à Mesa Diretora e que respeita as ações da presidência da Casa.

O tema “investigação da Pró-Saúde” ganhou espaço no plenário da Câmara com as falas de Kaká Se Liga (PSL), Afrânio Cardoso (PRTB) e Denise Max (PR), que votaram contrários à criação da Comissão Especial Processante (CEP). Eles reclamaram, especialmente, do uso das redes sociais por outros vereadores para criticarem os parlamentares que foram contrários à CEP.

Tanto Kaká quanto Afrânio defenderam mais uma vez que o Ministério Público é o órgão mais apropriado para seguir com as investigações. Já Franco Cartafina (PRB) discordou da fala dos colegas e disse que as investigações tanto no Legislativo quanto no Ministério Público podem caminhar juntas.

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