EMBATE

Presidente da AMM e vice-governador protagonizam embate após cobrança

Luiz Gustavo Rezende
Publicado em 24/01/2026 às 16:53
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A cidade de Patos de Minas se tornou palco de embate político entre o prefeito Luís Eduardo Falcão, que também preside a Associação Mineira dos Municípios (AMM), e o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões. O conflito teve início após cobranças públicas feitas pelo prefeito para que o governo assuma despesas que, segundo ele, são de responsabilidade estadual, mas vêm sendo custeadas pelos municípios.

De acordo com Falcão, apenas Patos de Minas teria desembolsado cerca de R$32 milhões para manter serviços que deveriam ser financiados pelo estado. As declarações provocaram reação do vice-governador, que afirmou ter determinado o cancelamento do apoio prestado pela prefeitura à Polícia no município, alegando que esse suporte se limitava à cessão de dois estagiários à Polícia Militar.

Em resposta, o prefeito informou que o município mantém 13 servidores cedidos à Polícia Civil, além de arcar com aluguel e fornecer estrutura física para o funcionamento da corporação. Segundo ele, o corte do convênio ocorreu sem reposição de pessoal, o que ampliou o impasse.

A situação ficou ainda pior após a deputada estadual Lud Falcão, esposa do prefeito, afirmar ter sido vítima de intimidação por ser mulher. Em vídeo e nota oficial, ela afirmou ter recebido uma ligação do vice-governador em que ele já iniciou o diálogo com grosseria e, aos gritos, exigia um pedido de desculpas por parte do prefeito. O prefeito reiterou que as cobranças não têm caráter pessoal e afirmou que a situação enfrentada por Patos de Minas se repete em centenas de municípios mineiros.

Em nota, o vice-governador Mateus Simões afirmou que “a decisão inicial foi não responder, para evitar dar protagonismo a algo que não se sustenta na realidade. A política pode muito, mas não pode tudo. A ânsia por protagonismo e visibilidade não pode justificar o uso de uma pauta legítima e sensível para tentar construir uma narrativa de vitimização que não corresponde aos fatos. Esse tipo de atitude empobrece e rebaixa o debate público. A pauta das mulheres merece respeito, responsabilidade e não pode ser instrumentalizada politicamente”, finalizou. 

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