Em sua rápida passagem anteontem por Uberaba, onde comandou a audiência pública sobre a criação da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), voltou a negar que seja pré-candidato do seu partido à sucessão no Estado. “2014 vamos discutir em 2014”, afirmou a jornalistas, mantendo a mesma posição quando questionado se o fato de o senador e seu correligionário Aécio Neves ter colocado a pré-campanha à presidente na rua não é razão para lançar um nome ao governo do Estado. “É um despropósito tratar disso agora”, reagiu Dinis, que é apontado como um dos nomes fortes dentro do PSDB para suceder ao também tucano Antonio Anastasia. Além dele, o presidente estadual do partido, deputado federal Marcus Pestana, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, figuram na relação de possíveis indicados. O vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP) é outro forte concorrente, mas a possibilidade do seu partido apoiar em nível nacional a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) pode jogar água nas suas pretensões. “Sou empregado dos mineiros e como empregado tenho que ser zeloso, trabalhador e dedicado. Desde o primeiro dia, desde que assumi a presidência, até o último segundo desse meu mandato vou trabalhar incansavelmente para o engrandecimento do Estado, para a construção de um Estado que dê oportunidade para todos. É isso o que me motiva a continuar na vida pública”, disse Dinis, que desde a semana passada integra o Diretório Nacional do PSDB. No sábado o partido elegeu Aécio Neves seu presidente, ao que Dinis destaca que o senador representa a esperança e a perspectiva de um novo tempo, de um Brasil melhor, mais justo e mais solidário e que entre definitivamente na rota do progresso e desenvolvimento. “Tem que mudar. Está esquisito. O Brasil está enguiçado, precisa ser reorganizado e nada melhor do que o talento e a capacidade de Aécio, já atestados por todos os mineiros”, defendeu o tucano. Na avaliação de Luiz Cláudio Campos – do PSDB Uberaba –, a convenção que elevou o senador a presidente do partido foi histórica. Ele lembra que acompanhou a eleição do ex-governador de São Paulo, Mário Covas, e nas duas ocasiões o sentimento foi de unidade. “Deu pra perceber e sentir o clima de convergência de toda a militância, o entusiasmo e a vontade de participar”. Em sua opinião, Aécio está preparado para os desafios, para uma caminhada cívica visando a debater o país e consolidar um grande projeto e um programa propositivo, com ênfase na Educação.