POLÍTICA

Presidente da Cemig admite que estatal poderá fazer o gasoduto

Após a retirada da PEC da Gasmig na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o presidente da companhia diz que tanto a Cemig quanto o governo buscam solução para viabilizar o duto

Renata Gomide
Publicado em 29/08/2014 às 22:57Atualizado em 17/12/2022 às 08:29
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Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais, Djalma Bastos de Morais disse ontem que tanto a Cemig quanto o governo do Estado estão buscando uma solução para a viabilização do gasoduto ligando Queluzito, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, à planta de amônia da Petrobras, em Uberaba. A declaração do dirigente ocorre dias após a retirada de tramitação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 68/14, que permite a alienação de empresas públicas não totalmente controladas pelo Estado, entre elas a Gasmig, a estatal mineira do gás.

A proposta chegou à Casa ao argumento de que asseguraria a injeção de recursos pela espanhola Gás Natural Fenosa (GNF) para viabilizar o gasoduto, mas encontrou resistência entre os deputados de oposição, servidores da Gasmig e sindicalistas. Em razão disso, acabou sendo retirada de tramitação. “Não sei qual seria a alternativa à PEC”, coloca Djalma Morais, ponderando que após a eleição o tema será retomado, seja através desta proposta ou de um projeto do próprio Executivo.

“A viabilização do duto vai ocorrer porque ele é fundamental para o funcionamento da fábrica, que já começou a ser construída. Em um ano e meio a dois anos teremos a fábrica pronta e, pelo que tenho ouvido, após a eleição o assunto voltará e acredito que o gasoduto vai continuar na pauta e ser aprovado”, disse Djalma ao Jornal da Manhã. acrescentando que o abastecimento de gás em Uberaba é fundamental e a Gasmig chegará com ele.

Questionado se a Cemig tem recursos em caixa para tocar a obra, que é orçada em R$2 bilhões, como colocou em Uberaba o candidato a vice-governador da coligação “Minas Pra Você”, Antônio Andrade (PMDB), o presidente declarou que a menos que a Companhia queira abdicar de certas coisas que tem obrigação de dar, é possível que possa viabilizar o duto. “Fora disso, não tenho condições. Hoje não. Por isso estamos procurando um sócio”, afirmou Djalma, explicando que Cemig tem compromissos com seus consumidores de oferecer um serviço de qualidade e com seus acionistas, através de lucros/dividendos.

Paralelamente às articulações no Parlamento, a Cemig comprou as ações da Petrobras na Gasmig, em uma transação que envolveu R$600 milhões, visando a cimentar a parceria com a GNF para a criação da Gás Natural do Brasil (GNB). Djalma Bastos adianta que a Gás Fenosa está tomando medidas como avaliar o impacto ambiental da obra, ao mesmo tempo em que a Companhia de Gás do Estado procede à licitação para contratação do projeto técnico do duto.

De acordo com ele, pode até não ser a GNF a parceira da Cemig no empreendimento, pode haver outra solução, mas como o custo desse trabalho não é grande, a empresa segue com seus levantamentos. Quanto à licitação do projeto técnico, Djalma lembra que houve questionamentos em relação ao processo, mas está caminhando.

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