Em visita a Uberaba ontem, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, negou especulações sobre uma possível troca no comando da empresa
Em visita a Uberaba ontem, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, negou as especulações sobre uma possível troca no comando da empresa por pressão do governo interino de Michel Temer. Embora seja privada, a Vale sofre forte influência dos fundos de pensão estatais Previ, Funcef e Petros.
Murilo, cujo contrato foi renovado recentemente até 2017, declarou ter apoio tanto do grupo ligado às estatais quanto dos demais sócios privados e descartou ameaças à continuidade na presidência da Vale. “Eu sempre recebi o maior apoio da agência que representa os fundos de pensão, do Bradesco, da Mitsui, do BNDES e dos acionistas internacionais. Nunca teve isso [de mudar o comando]. Tenho mandato a ser exercido e estou focado no crescimento da Vale”, reforçou.
Os rumores sobre a saída de Murilo surgiram quando o senador Romero Jucá (PMDB) foi indicado para assumir o Ministério do Planejamento. Conforme informações do jornal Folha de S.Paulo, Jucá teria manifestado a aliados o desejo de levar a mineradora para sua área de influência e participar da escolha do próximo presidente da Vale. Entretanto, o peemedebista foi exonerado da equipe ministerial de Temer em maio e retornou às atividades no Congresso.
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