POLÍTICA

Presidente do Codau avalia crise e não descarta racionamento

Em entrevista, Luiz Guaritá Neto avaliou com cautela o abastecimento de água durante a seca deste ano

Publicado em 07/05/2015 às 09:31Atualizado em 17/12/2022 às 00:16
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Em entrevista à Rádio JM ontem, o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, avaliou com cautela a situação do abastecimento de água durante o período de seca este ano. Diferente de 2014, Guaritá não descartou a possibilidade de racionamento na cidade por causa da crise hídrica ainda enfrentada na região Sudeste.

Segundo o presidente da autarquia, as chuvas verificadas entre fevereiro e abril foram positivas, mas o volume ainda não foi suficiente para a recuperação total dos reservatórios, desgastados com a estiagem prolongada no ano passado. “Os três últimos meses foram de chuva acima da média histórica, mas isso não resolve. Ainda teremos 2015 de muita dificuldade”, avalia.

Guaritá pondera que 2014 foi o pior ano hídrico dos últimos 100 anos em todo o Brasil e 2015 não demonstra que será muito diferente. Ele lembra que a região passou janeiro praticamente sem chuvas e a situação levou inclusive o município decretar situação de emergência para respaldar os fazendeiros que perderam parte da produção por causa da estiagem no período. “A gente vai enfrentar uma seca muito difícil este ano também, foi o que já nos mostrou principalmente em dezembro e janeiro, que choveu muito abaixo do esperado”, disse.

O presidente do Codau ressalta não ser possível descartar um eventual racionamento, pois a resposta depende de quanto tempo vai durar o período seco. Ele pondera que as chuvas geralmente voltam em setembro, mas no ano passado só foram registradas em novembro.

Por outro lado, Guaritá assegura que obras foram realizadas para aprimorar o sistema de distribuição de água aos bairros, evitar perdas na rede e ampliar a capacidade de reservação de água para minimizar os impactos à população em caso de eventual falta de chuvas. “Tem cidades que ficam 20 dias sem chegar água nas casas. Não é o caso de Uberaba. Codau está se preparando ao máximo para nossa crise ser menor possível e para que novas dificuldades sejam menores do que no restante do Brasil”, concluiu.

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