POLÍTICA

Presidente se diz indignada e afirma que não cometeu ato ilícito

A presidente Dilma Rousseff, em pronunciamento na noite de ontem, manifestou sua indignação com a abertura do processo de impeachment

Publicado em 03/12/2015 às 08:13Atualizado em 16/12/2022 às 21:02
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Foto/Reprodução

Ontem à noite a presidente Dilma Rousseff fez pronunciamento e classificou a denúncia de inconsistente e improcedente

A presidente Dilma Rousseff, em pronunciamento na noite de ontem, manifestou sua indignação com a abertura do processo de impeachment contra ela pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ressaltou que não há nenhuma suspeita de ato ilícito cometido por ela. A mandatária reforçou ainda que não houve barganha de votos da base governista no Conselho de Ética sobre processo contra o presidente da Câmara.

"No dia de hoje, vocês viram, foi aprovado pelo Congresso Nacional o projeto de lei que atualiza a meta fiscal, permitindo a continuidade dos serviços públicos fundamentais para todos os brasileiros. Ainda hoje eu recebi com indignação a decisão do senhor presidente da Câmara dos Deputados de processar pedido de impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro", destacou Dilma Rousseff. "São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam este pedido."

Dilma também aproveitou para reforçar que não existe qualquer denúncia de ato ilícito que envolva seu nome. "Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim; não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público", disse, completando que não tem conta no exterior e que nunca coagiu instituições ou pessoas para "satisfazer" seus interesses. "Meu passado e meu presente atestam minha idoneidade e meu inquestionável compromisso com as leis e a coisa pública."

Ganharam destaque no pronunciamento também as notícias que vinham circulando sobre uma suposta barganha de votos da base governista no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em relação ao processo contra Eduardo Cunha. "Eu jamais aceitaria ou concordaria com qualquer pedido de barganha", atestou Dilma Rousseff. "Tenho convicção e absoluta tranquilidade quanto à improcedência desse pedido, bem como quanto ao seu justo arquivamento", declarou Dilma sobre o pedido de impeachment. "Não podemos deixar as conveniências indefensáveis e os interesses abalarem a democracia e a estabilidade de nosso país."

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