POLÍTICA

Procuradoria do TCE sugere análise de denúncias nas contas de AA

Apesar de ter opinado pela aprovação das contas, divisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomenda que auditoria contratada pelo atual prefeito seja analisada

Gisele Barcelos
Publicado em 15/06/2014 às 16:09Atualizado em 19/12/2022 às 07:15
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A procuradoria interna do TCE/MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais) recomendou aos desembargadores da Corte a análise das denúncias apontadas na auditoria feita pela empresa Libertas nas contas do último ano do governo Anderson Adauto, mas ainda assim opinou pela aprovação do balanço financeiro referente a 2012.

A prestação de contas do último ano do ex-prefeito estava desde novembro aguardando o parecer prévio da procuradoria do TCE para ser incluído na pauta de julgamento da Corte. Há uma expectativa para o posicionamento do TCE/MG por causa da auditoria da Libertas que apontou possíveis irregularidades no relatório financeiro de 2012.

A procuradora Maria Cecília Borges enviou o parecer semana passada para análise do relator do processo, Licurgo Mourão, que agora deverá emitir o voto quanto às contas de Anderson e apresentar aos demais desembargadores para decisão sobre o caso.

O Ministério Público do TCE demorou a emitir o parecer prévio sobre as contas de AA por causa de duas denúncias que estão em fase de investigação.

Um dos processos é uma representação de outubro de 2013 contra a Prefeitura com base em evidências de superfaturamento na aquisição de medicamentos, verificadas por meio do novo sistema do TCE para fiscalizar licitações. O caso ainda está sob análise no Tribunal de Contas. Não há informação se o processo está relacionado à contratação da Home Care – contestada judicialmente e que resultou em condenação para Adauto este ano – ou se o problema seria em processo licitatório do ano passado.

A outra denúncia tem conteúdo confidencial e corre em caráter sigiloso, mas, conforme apurou a reportagem do Jornal de Manhã, o conteúdo está atrelado ao relatório da auditoria feita pela empresa Libertas nas contas de 2012.

O documento foi encaminhado no fim do ano passado para o TCE. No relatório, a auditoria externa contratada pelo prefeito Paulo Piau apontou possível fraude nos dados da prestação de contas de AA, com apresentação de números divergentes da real situação financeira e orçamentária do município.

Outro questionamento levantado na época foi a abertura de créditos adicionais no valor total de R$12 milhões no orçamento de 2012 sem autorização do Legislativo ou sem a indicação correta das fontes de recursos, inclusive com recomendação do auditor Miguel Danese de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Municipal para apurar a situação.

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