Professores da rede estadual de ensino decidiram em assembleia iniciarem greve a partir de sexta-feira, quando ato na porta da PMU está marcado. (Foto/Divulgação)
Secretaria Municipal de Educação (Semed) manifestou-se sobre a decisão do magistério de entrar em greve, por tempo indeterminado, para cobrar um reajuste salarial de 9,3%. Em nota, a Semed assegurou que a Prefeitura está valorizando a categoria da melhor forma possível, com os reajustes propostos, já que existem limites a serem respeitados, como a Lei de Responsabilidade Fiscal.
A proposta da Prefeitura é de um reajuste salarial de 5,4%, o mesmo percentual que será aplicado no Piso Nacional do Magistério. Para a categoria, o índice é insuficiente.
Conforme a nota, o Sindicato dos Educadores Municipais de Uberaba (Sindemu) solicitou um conjunto de demandas que somam investimentos acima de R$1,1 bilhão no orçamento da Semed. O texto segue, alegando que o orçamento anual da Prefeitura de Uberaba é pouco superior a R$2,6 bilhões.
A Semed também destacou que de 2021 até agora o salário dos educadores aumentou em mais de 50% e o piso nacional vem sendo respeitado desde então.
Para além disso, a Semed diz não saber o alcance do movimento grevista, pois o Sindemu não informou quantos educadores, de um universo perto de quatro mil profissionais, participaram da assembleia que deliberou pela greve. A Semed reforçou que serão cumpridos os 200 dias letivos de 2026 para que os alunos não tenham qualquer prejuízo com a aprendizagem.
Em vídeo publicado nas mídias digitais, a presidente do Sindemu, Thaís Villa, disse que, a partir de sexta-feira (27), o magistério municipal entrará em greve para exigir o que considera ser justo: reajuste digno e mais investimento na Educação.
A presidente convocou os professores para estarem na porta da Prefeitura na sexta-feira, às 8 horas. “Não vamos aceitar desvalorização! Enquanto tudo aumenta, a proposta do Executivo segue insuficiente e desrespeitosa com quem sustenta a Educação pública todos os dias. A greve é nossa ferramenta de luta para pressionar a retomada das negociações”, disse Thaís Villa.