Em assembleia realizada ontem à noite, educadores e professores da rede municipal decidiram aderir à paralisação nacional nos dias 23, 24 e 25 de abril. A categoria reivindica o cumprimento do piso nacional do magistério e já sinaliza com greve, caso a demanda não seja atendida. De acordo com o presidente do Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu), Adislau Leite, a assembleia contou com a presença de mais de 80 professores, tanto efetivos quanto contratados. “O plenário foi unânime em aderir à paralisação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Então, nós convocamos todos os colegas para estar mobilizados conosco”, afirma. Embora grande parte dos professores na rede municipal seja contratada, o sindicalista acredita em grande adesão ao movimento. Segundo ele, na assembleia havia educadores contratados e eles também foram a favor da paralisação. “Se todos paralisarem, vai dar força. Não podemos permitir que os contratados tenham medo de participar da mobilização. Ou choramos três dias, ou vamos continuar chorando o ano todo. Temos que mostrar à administração pública e à população que os professores estão pedindo socorro. O Poder Público não nos respeita e não está pagando o piso. Nem sequer começaram a negociar quando começará a ser pago. Então, vamos parar as atividades, por enquanto, só por três dias. Mas já temos indicativo de greve, caso a Prefeitura não atenda às solicitações”, conclama. Nos dias 23 e 24 de abril, a concentração será na praça Rui Barbosa, das 9h às 16h. Conforme Adislau, ação conjunta está sendo discutida com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/Uberaba) para o dia 25. O movimento interferirá no funcionamento das escolas e dos centros municipais de educação infantil.