POLÍTICA

Professores da rede municipal repudiam retorno do 14º salário

O décimo quarto era uma gratificação oferecida aos educadores pela Prefeitura, mas era obrigatória a inexistência de faltas de qualquer natureza no ano letivo

Gisele Barcelos
Publicado em 09/02/2015 às 08:38Atualizado em 17/12/2022 às 01:30
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Fot Fernanda Borges

Silvana Elias afirma que a meta é fechar o projeto referente ao plano de carreira, até o fim de março

Professores municipais voltaram à sala de aula na semana passada, em meio a especulações sobre o retorno do décimo quarto salário. Sindicalistas repudiaram a medida no fim de semana, em nota oficial. A Secretaria Municipal de Educação nega existir qualquer decisão sobre a volta do abono criado na gestão passada.

O décimo quarto era uma gratificação oferecida aos educadores pela Prefeitura, mas era obrigatória a inexistência de faltas de qualquer natureza no ano letivo para ter direito ao bônus. Por isso, a categoria reivindicou o fim do abono e o remanejamento dos recursos para a melhoria dos salários. A demanda foi acatada pela atual administração em 2013.

De acordo com o presidente do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Adislau Leite, a proposta seria trazer de volta a gratificação com pagamento mensal. Quem não tivesse falta no mês receberia bônus de 10% a mais no vencimento. No entanto, o sindicalista argumenta que esta não é a prioridade da categoria. "Não vamos aceitar a instituição de uma gratificação antes de negociar o piso salarial e principalmente a introdução de 1/3 extraclasse", disse.

A secretária municipal de Educação, Silvana Elias, informa que a criação de uma gratificação por assiduidade foi ventilada com a direção do sindicato por causa do aumento exagerado de faltas e atestados médicos, mas declara não existir qualquer definição sobre o assunto no momento porque o foco principal é avançar em relação ao piso da categoria. “A proposta é concluir o plano de carreira e caminhar mais próximo possível do piso nacional. Abono não está na pauta agora”, acrescenta.

Além disso, a secretária ressalta que nenhum abono será instituído à revelia dos profissionais e lembra que o sindicato está participando ativamente do processo de formatação de uma política para valorização salarial dos professores. “Acho estranho o sindicato divulgar essas informações se participou desde a primeira reunião das discussões”, alfineta.

Silvana afirma que a meta é fechar o projeto referente ao plano de carreira dos educadores até o fim de março. Segundo ela, o trabalho já está na fase final de análise do impacto orçamentário.

 

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