A proposta foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (14) pela categoria, descartando ameaça de greve nas escolas do Estado
Professores estaduais fecharam a negociação com o governo mineiro e aceitaram proposta para implantação escalonada do piso nacional do magistério até 2017. A proposta foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (14) pela categoria, descartando ameaça de greve nas escolas do Estado. Ontem, os sindicalistas assinaram um acordo com o governador Fernando Pimentel (PT) para marcar o fim da campanha salarial.
A coordenadora geral do Sind-UTE/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), Beatriz Cerqueira, classificou o resultado das negociações positivo e declarou que foi dado o primeiro passo para o início da recuperação da carreira dos professores. “Estamos recuperando o que perdemos na última década. Minas Gerais demorou sete anos para cumprir uma lei que é de 2008”, completou em entrevista coletiva após a assinatura do acordo.
Pelo acordo, será concedido reajuste de 31,78% a ser pago em dois anos, ficando assegurado o pagamento do piso salarial para uma carga horária de 24 horas semanais. O índice será aplicado em três parcelas. A primeira, de R$190, já será paga mensalmente a partir de junho de 2015. A segunda parcela, no valor de R$135, será paga mensalmente a partir de agosto de 2016. A terceira parcela, R$137,48, será incorporada a partir de agosto de 2017, com incorporação à tabela de vencimento em julho de 2018.
O acordo ainda garante a atualização dos vencimentos do professor e do inspetor escolar conforme a correção do valor do piso nacional que for feita em 2016, 2017 e 2018 pelo governo federal. Os aposentados nas carreiras da Educação Básica também terão os mesmos aumentos previstos para os servidores em atividade e nas mesmas datas.
Os diretores escolares também foram contemplados no acordo. Eles terão reajuste de 10,25% na tabela remuneratória, além de aumento de 30% para 50% da parcela da remuneração do cargo de diretor de escola.
O projeto de lei com a proposta aprovada pelos educadores da rede estadual agora será encaminhado em regime de urgência para votação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.