Foto/Jairo Chagas
Em assembleia na noite de ontem, professores, ao contrário do restante do funcionalismo, decidiram rejeitar a proposta
Diferente do restante do funcionalismo, os educadores da rede municipal rejeitaram contraproposta da Prefeitura e aprovaram manutenção de estado de greve. Na assembleia, realizada ontem, a categoria reivindicou reajuste do tíquete-alimentação este ano e a continuidade das negociações com o governo municipal para o cumprimento do piso nacional do magistério.
De acordo com o presidente do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Adislau Leite, os professores não aceitaram a proposta da Prefeitura porque não segue os índices anunciados pelo MEC para o reajuste do piso nacional do magistério. Ele ressalta que a cobrança é também pelos valores retroativos a janeiro de 2016.
As deliberações da assembleia serão comunicadas por ofício hoje ao Executivo. O sindicalista espera que a mesa de negociação com o governo municipal seja mantida aberta. “É uma reivindicação justa. Afinal de contas, zero não é reajuste. Infelizmente, já seria o segundo ano consecutivo nesta situação”, argumenta. Entretanto, se não houver avanço, Leite posiciona que uma nova assembleia será realizada com os profissionais depois do recesso escolar para discutir a paralisação de atividades.
No início da semana, a Prefeitura apresentou contraproposta e descartou novamente possibilidade de reajuste salarial este ano. O compromisso era conceder reajuste somente em 2018 e 2019 para recompor perdas salariais causadas pela inflação.