O resultado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos provocou uma reação nos mercados financeiros nesta quarta-feira (4). Após o partido Republicano, do presidente Donald Trump, perder o controle do Senado e da Câmara para os democratas, o dólar recuou e as principais bolsas internacionais registraram alta.
A mudança no cenário político deve dificultar a aprovação de projetos do governo no Congresso, que deixa de contar com a maioria parlamentar. A expectativa de um período de maior divisão política em Washington influenciou as decisões dos investidores.
Na Ásia, as principais bolsas encerraram o pregão em alta, com exceção de Tóquio, no Japão, que caiu 1,41%. Xangai avançou 2,16%, enquanto Hong Kong subiu 1,67% e Seul teve alta de 0,62%.
Na Europa, os mercados também operavam em valorização durante a manhã. O índice STOXX 600, que reúne empresas de diferentes países do continente, subia 1,23%. Frankfurt, Paris, Londres, Madri e Milão também registravam ganhos.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices de ações apontavam alta antes da abertura dos mercados. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançavam 0,84%, 0,35% e 0,16%, respectivamente.
Dólar recua e criptomoedas se recuperam
O dólar também perdeu força em relação a outras moedas. Na manhã desta quarta-feira, o euro avançava 0,4%, enquanto a libra subia 0,5%. O franco suíço e o iene japonês também registravam valorização.
As criptomoedas tiveram uma madrugada de perdas, mas começaram a se recuperar ao longo da manhã. O bitcoin chegou ao menor valor em seis semanas antes de voltar a subir 0,76%, sendo negociado a US$ 78,7 mil. O ether avançava 1,4%, cotado a US$ 2.323.
Analistas avaliam que a mudança no controle do Congresso pode afetar a agenda econômica de Trump e a tramitação de propostas relacionadas ao setor de criptomoedas. O resultado também aumentou as expectativas de menor espaço para algumas iniciativas do governo.
A reação dos mercados ainda reflete as incertezas sobre os próximos passos da política econômica norte-americana e os possíveis impactos das eleições sobre juros, gastos públicos e regulamentação de tecnologia.