Após assinar protocolo de intenções com a ABCZ e a UFTM para a criação do projeto turístico do geoparque de Uberaba, PMU dá início às articulações para estruturar as atrações turísticas
Foto/Divulgação
Após assinar protocolo de intenções com a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) e a UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) para a criação do projeto turístico do geoparque de Uberaba, Prefeitura dá início às articulações para estruturar as atrações turísticas da cidade.
Elaborado como um macroprojeto turístico, o objetivo do geoparque é potencializar a vocação turística de Uberaba, envolvendo desde a história no desenvolvimento da raça zebuína, o turismo religioso e também as descobertas na área de Paleontologia.
A secretária-adjunta de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Anne Roy Nóbrega, explica que o geoparque está fundamentado pelo trabalho apresentado pelo pesquisador Luiz Carlos Borges Ribeiro. Segundo ela, 12 circuitos turísticos estão propostos, sendo cinco previstos para implantação na primeira etapa do geoparque: Peirópolis, Santa Rita, Parque Fernando Costa, Memorial Chico Xavier e Fazenda Cassu.
Conforme a secretária, já foram instituídos cinco grupos de trabalho para avançar na estruturação dos circuitos turísticos prioritários. Segundo ela, o próximo passo é o diagnóstico da situação de cada circuito e a formatação do plano de ações para melhor o atendimento aos viajantes. “A nossa meta é inaugurar os cinco circuitos na ExpoZebu do ano que vem”, declara.
Nóbrega ressalta que os circuitos Santa Rita, Peirópolis e Parque Fernando Costa já estão adiantados no processo, pois estão com diagnóstico e plano de ações prontos. Segundo ela, o roteiro ligado à igreja e ao Mercado Municipal até conta com uma estimativa de investimento em torno de R$2,8 milhões para viabilizar a recepção ao turista. “A partir de agora, vamos trabalhar para captar esses recursos e realizar as intervenções necessárias”, posiciona.
Em relação ao circuito Peirópolis, a secretária acrescenta que as deficiências também já foram identificadas. Entre os pontos, ela cita a falta de banheiros públicos e de mapeamento das cachoeiras, bem como a ausência de restaurantes abertos e atendimento ao turista em todos os dias da semana. De acordo com ela, ações já foram programadas para solucionar as questões a partir de agora e viabilizar a estrutura para recepcionar os visitantes, porém ainda não foi fechado o valor total a ser investido no circuito.
Já o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, José Renato Gomes, explica que a secretaria está empenhada em investir nos temas de maior apelo para o turismo da cidade. “O importante desse projeto é criar um ambiente estruturado de maneira que em cada um dos sítios as pessoas tenham acesso à informação quanto aos demais pontos turísticos. É importante também que a comunidade saiba aproveitar nossos potenciais, oferecendo passeios nas agências turísticas, ofertando o serviço de guia turístico e trabalhando a recepção em hotéis, restaurantes e lojas”, pontua.