Comissão de Fiscalização Financeira (FFO) da Assembleia Legislativa aprovou nesta semana parecer favorável ao projeto que revoga autorização para venda dos royalties do nióbio. Com isso, a proposição está pronta para ser votada em 1º turno pelos deputados estaduais em plenário.
Na FFO, o parecer aprovado foi pela aprovação da matéria na forma original, seguindo entendimento anterior da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A Comissão de Administração Pública perdeu prazo para emitir seu parecer.
O parecer aprovado lembra que há indícios levantados pelo Ministério Público de Contas de que a operação autorizada pela lei traria prejuízos ao erário. Com isso, a comissão agora se posicionou favorável a revogar a autorização para a venda dos créditos do nióbio e justificou que a medida trará vantagens para os cofres públicos.
A lei para antecipar os recebíveis do nióbio até 2032 foi aprovada em dezembro de 2019, mas até agora a operação não foi concretizada pelo governo mineiro.
Na época, o governo estadual pressionou os deputados a aprovarem rapidamente o texto, sob o argumento de que, se isso ocorresse, realizaria o pagamento do 13º salário dos servidores e, também, acabaria com o parcelamento dos salários ainda em dezembro daquele ano.
Os parlamentares cumpriram o prazo de aprovação, mas o governo disse que não haveria tempo hábil para realizar a operação ainda em 2019. O leilão seria realizado ainda no primeiro trimestre de 2020.
A previsão, porém, não foi cumprida, com a justificativa da chegada da pandemia da Covid-19, que afetou a Bolsa de Valores, onde os recebíveis seriam negociados, e afastou investidores. A partir daí, o governo passou a defender que o foco não era mais a venda dos recebíveis do nióbio, mas sim a privatização da Codemig.