POLÍTICA

Projeto que revoga decreto de Dilma pode beneficiar Uberaba

Atendendo reivindicação do movimento municipalista, um projeto foi apresentado na Câmara Federal para revogar decreto presidencial

Gisele Barcelos
Publicado em 06/06/2015 às 23:41Atualizado em 16/12/2022 às 03:27
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Atendendo reivindicação do movimento municipalista, um projeto foi apresentado na Câmara Federal para revogar o decreto presidencial que determinou o bloqueio do pagamento de restos a pagar não processados do governo federal às prefeituras. A medida pode beneficiar Uberaba.

O projeto que suspende o decreto presidencial é de autoria do deputado Manoel Júnior (PMDB-PB). O parlamentar também deve requerer o regime de urgência para a proposição. No mês passado, o secretário de Relações Institucionais da Presidência da República, Olavo Noleto, havia sinalizado a possibilidade de adiar o cancelamento dos restos a pagar.

No comando da Frente Nacional dos Prefeitos em Minas Gerais, o prefeito Paulo Piau (PMDB) concorda com a iniciativa e afirma que o movimento municipalista precisa se manter engajado para reverter a medida adotada pelo governo federal.

Piau avalia que a decisão de cancelar os restos a pagar de forma linear não foi acertada e a União precisa rever o posicionamento. “O movimento municipalista tem que agir rapidamente e de maneira forte para que as prefeituras não sejam prejudicadas”, defende.

A maioria dos restos a pagar destinados aos municípios é referente a emendas parlamentares incluídas no Orçamento da União por deputados federais e atingidas por cortes, bem como ações do próprio Executivo federal. Os valores, em geral, são para custeio de obras e compra de equipamentos.

Publicado em fevereiro, o decreto presidencial 8.407 bloqueou as despesas inscritas em exercícios anteriores e não processadas até 30 de junho. Se não houver previsão para início da execução até a data-limite, os valores serão cancelados.

Segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios, Uberaba tem R$30 milhões a receber da União. O relatório não especifica quais ações foram prejudicadas em função dos problemas de pagamento. Da dívida local, R$16,2 milhões estão registrados como restos a pagar não processados e correm o risco de ser cancelados.

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