Já estão tramitando na Assembleia Legislativa de Minas projetos de lei de autoria do governador Fernando Pimentel
Já estão tramitando na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) projetos de lei de autoria do governador Fernando Pimentel (PT) que modificam a estrutura administrativa do Estado. As mensagens com os textos (PLs 5.706/15 e 5.707/15) foram lidas na sessão de terça-feira, no Parlamento. Como o chefe do Executivo solicitou regime de urgência na tramitação, as proposições passam a ter prioridade de votação no plenário, até 45 dias após sua publicação.
As propostas e as respectivas mensagens foram publicadas no Diário do Legislativo de 8 de janeiro de 2015.
O Projeto de Lei 5.706/15 altera a Lei Delegada 179, de 2011, cria secretarias e cargos, estabelece remunerações e modifica denominações. A mudança mais significativa está prevista no Artigo 1º, que altera o dispositivo da norma legal que enumera as secretarias e subsecretarias do Estado. Nesse sentido estão previstos o desmembramento da Secretaria de Estado de Turismo e Esportes em duas pastas distintas.
Além disso, a proposta cria as Secretarias de Estado de Recursos Humanos e de Desenvolvimento Agrário e, no âmbito da estrutura da Governadoria, a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. Para esta última serão criados os cargos de ouvidor e sete de subouvidor.
O texto também contempla a criação de cargos de secretário e secretário-adjunto de Estado para as novas secretarias e estabelece que eles terão as mesmas prerrogativas e o mesmo padrão remuneratório dos demais.
O PL dispõe que os valores da remuneração mensal dos cargos passam a vigorar de forma que o secretário-adjunto e o subsecretário recebam 80% do vencimento do secretário de Estado. Já o chefe de gabinete receberá 70% da referida remuneração.
O Projeto de Lei 5.707/15 determina a extinção da Ouvidoria-Geral do Estado, criada pela Lei 15.298/2004, e a transferência de suas funções e competências para a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania.
Deputados de oposição reagiram à chegada das proposições – distribuídas às Comissões de Constituição e Justiça, Administração Pública e Fiscalização Financeira e Orçamentária – alegando que elas não poderiam ter sido recebidas pelo deputado que presidia a reunião, o 1º vice-presidente da Casa, Ivair Nogueira (PMDB), porque projetos dessa natureza deveriam ser apresentados com anexos, demonstrando os impactos financeiros das medidas propostas.
Os deputados do PT e do PMDB, que compõem a base governista, defenderam as proposições.