Operação Aequalis resulta na abertura de inquérito civil para apurar mau uso de recursos públicos na Fundação Hidroex.
Operação Aequalis resulta na abertura de inquérito civil para apurar mau uso de recursos públicos na Fundação Hidroex. O procedimento foi instaurado pela 3ª promotoria de Justiça de Frutal, que constatou a existência de vários equipamentos não utilizados e com risco de deterioração no prédio, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, no fim do mês passado.
No inquérito civil, a promotora Maria Constância Martins da Costa relata que foram encontrados na fundação quatro barcos, 15 televisores, impressoras, vários instrumentos musicais e aparelhos de som que teriam sido adquiridos com dinheiro público e sequer foram utilizados.
Além disso, a promotora cita a condição do prédio da fundação, onde foram encontradas várias infiltrações e até mau cheiro em algumas salas, devido à falta de uso das instalações. “Parece que a Cidade das Águas é uma cidade fantasma”, argumenta.
Os responsáveis pela Fundação Hidroex já foram notificados e têm prazo de 30 dias para prestar informações à promotoria sobre o material adquirido e os processos de compra realizados. O procedimento instaurado pelo Ministério Público em Frutal corre em paralelo à Operação Aequalis, que investiga superfaturamento de obras e desvio de recursos públicos que eram destinados ao projeto Cidade das Águas.
A investigação resultou na prisão de seis pessoas por suspeita de envolvimento no esquema, inclusive o ex-secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues (PSDB).