POLÍTICA

Promotoria instaura inquérito para apurar possível desvio em Conceição

Inquérito civil foi instaurado pelo promotor Rodrigo Lionel Barbosa para apurar a denúncia. Segundo ele, investigação está em andamento

Thassiana Macedo
Publicado em 28/09/2019 às 14:08Atualizado em 18/12/2022 às 00:40
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Os vereadores Edson Joaquim Felício, “Codorna”, e Edson Dias Campos, “Pudim”, protocolaram representação no Ministério Público Estadual de Conceição das Alagoas, em que denunciam o prefeito Celson Pires de Oliveira e o secretário de Finanças e Orçamento, Hilton Pires de Oliveira, e a empresa F.C. Caldeiraria e Construções Ltda. de promoverem supostos esquemas para desvio de verbas públicas do município, de 2013 a 2019. Inquérito civil foi instaurado pelo promotor Rodrigo Lionel Barbosa para apurar a denúncia. Segundo ele, investigação está em andamento. 

De acordo com a representação, os supostos esquemas vieram à tona quando o proprietário da F.C. Caldeiraria, Edson Steimitz, enviou requerimento à Câmara de Vereadores solicitando a abertura de Comissão Especial de Investigação (CEI) contra o prefeito e secretário. O empresário revelou que está à beira da falência por se envolver em esquema para desviar verbas públicas de obras e repassá-las a Celson e Hilton Pires.

A Câmara rejeitou o pedido de abertura da CEI, mas os dois vereadores decidiram encaminhar o requerimento, corroborado por uma série de documentos, ao Ministério Público. Nele, o empresário relata que fechou contrato com o prefeito Celson Pires para realizar obra em lagoa na cidade, que resultou em multa por crime ambiental; coberturas metálicas de quadra em Cemei e da Escola Municipal Querobino Gomides; Mercadão Municipal; reforma da pintura do Centro Administrativo; construção de muro e execução de estrutura metálica no Parque de Exposições da cidade; bem como estrutura metálica em praça municipal.

Segundo Edson Steimitz, grande parte dos recursos federais recebidos pelo prefeito nunca foi repassada à empresa para a realização das citadas obras, sendo desviada com a ajuda do secretário Hilton Pires. O empresário destaca ainda que, para a obra da escola municipal, foi destinada verba federal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no valor de R$78 mil. No entanto, o recurso foi repassado integralmente pelo secretário Hilton Pires à F.C. Caldeiraria antes mesmo do início da obra. 

Conforme documento anexado à denúncia, o contrato de prestação do serviço foi assinado em 8 de julho de 2016, mas, surpreendentemente, já tinha sido pago em 28 de junho de 2016, em pleno período eleitoral, em que o prefeito Celson Pires tentava a reeleição. Sendo que, do valor repassado à empresa, 80% foram “devolvidos” ao prefeito para ajudar a tocar sua campanha. Hoje, a obra, que já deveria estar pronta, encontra-se inacabada em função do desvio da verba federal que deveria custear a construção. A reportagem tentou contato com Celson Pires, mas sem sucesso.

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