Projeto da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro com 66 municípios foi arquivado na Assembleia Legislativa
Projeto da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro com 66 municípios foi arquivado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. No lugar foram apresentadas duas novas propostas de metrópole: uma capitaneada por Uberaba e outra por Uberlândia. As duas proposições entraram em tramitação na semana passada e agora aguardam análise nas comissões da Assembleia.
O deputado estadual Elismar Prado (PT), que retomou a discussão da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba este ano, decidiu arquivar a proposta original com 66 municípios e desmembrou o projeto em dois.
O novo desenho proposto pelo petista segue a metodologia utilizada pelo governo de Minas para a separação dos territórios dos fóruns regionais. Com isso, agora duas proposições serão analisadas pelos parlamentares: uma para a criação da Região Metropolitana do Triângulo Sul, com núcleo em Uberaba e agrupando 27 municípios, e outra para implantar a metrópole do Triângulo Norte, com polo em Uberlândia e um total de 28 cidades.
Prado não foi localizado para falar sobre os motivos que levaram ao desmembramento da proposta original e se a mudança pode facilitar a aprovação da região metropolitana.
Os dois novos projetos aguardam início da análise em primeiro turno na Comissão de Constituição e Justiça e, também, na Comissão de Assuntos Municipais. Só depois a matéria entrará na pauta para apreciação em primeiro turno no plenário. Em seguida, as propostas voltam para debate em comissões antes da votação final da matéria pelos parlamentares.
Histórico. A criação da região metropolitana vem sendo discutida desde 2013. Na época, uma série de audiências públicas foi realizada para apresentar a ideia. Também foi desenvolvido um estudo de viabilidade, entregue à Assembleia Legislativa e ao governo mineiro. A proposta anterior com 66 municípios concluiu a tramitação nas comissões no ano passado, mas não entrou na pauta do plenário para votação a tempo e acabou sendo engavetada por causa da mudança de legislatura. Em janeiro de 2015, o deputado Elismar Prado pediu o desarquivamento e a tramitação voltou à estaca zero.