POLÍTICA

Proposta na Câmara pretende limitar o crescimento da despesa do município

De autoria do vereador Marcelo Borjão (PR), ela dá nova redação ao artigo 118ª da Lei Orgânica do Município

Marconi Lima
Publicado em 08/06/2016 às 22:54Atualizado em 16/12/2022 às 18:33
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Foi protocolado na Câmara Municipal de Uberaba (CMU) Projeto de Emenda à Lei Orgânica que estabelece limites para o crescimento da despesa primária da Administração Direta e Indireta. A matéria deve entrar em tramitação na primeira reunião ordinária de junho.

De autoria do vereador Marcelo Borjão (PR), ela dá nova redação ao artigo 118ª da Lei Orgânica do Município. A proposta do novo text “Após o cumprimento dos limites mínimos constitucionais de gastos orçamentários, fica estabelecido o limite para o crescimento da despesa primária da Administração Direta e Indireta, limitado ao teto da inflação do ano anterior”.

A despesa primária é aquela em que o governo não considera os efeitos financeiros decorrentes dos juros. Portanto, é a primeira despesa do governo, aquela que ele dispõe para executar suas políticas públicas. Ao dispor de um empréstimo bancário, ele arrecada uma receita, mas terá dois encargos: o saldo principal a amortizar e os juros. Essa despesa com juros é denominada de nominal e não entra no cálculo do resultado primário.

De acordo com Borjão, essa limitação não terá efeito sobre os percentuais constitucionais para Educação, Saúde e outras áreas da administração municipal. “Ao cumprir o percentual constitucional, o gestor terá que limitar os gastos excedentes à inflação. Eu entendo que esta é a melhor forma do gasto primário, que não ficará à revelia”, comentou Borjão.

Ele disse ainda que, a partir da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, iniciou-se um marco definitivo no caminho da transparência, no equilíbrio fiscal e na moralização na gestão pública brasileira. “Os gestores públicos são obrigados a cumprir o que determina a legislação no tocante aos gastos públicos e não fazendo incorreção em crime de responsabilidade fiscal”, disse Borjão.

O projeto, após entrar em tramitação, deverá receber os pareceres das comissões de Orçamento e Finanças e Justiça, Legislação e Redação antes de entrar em apreciação no plenário.

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