O PSB vai ouvir a militância em todo o país para decidir qual rumo vai seguir a partir de 2015. Pesquisa contendo 30 perguntas que abordam desde os valores do partido, sua posição no contexto político nacional, até propostas para combater a corrupção, e mesmo a fusão com outra legenda, está disponível para os filiados no site da Executiva Nacional.
O levantamento, que começou a ser feito na segunda-feira (13), se assemelha à consulta à militância que balizou a decisão do então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de romper a aliança com o PT em 2013 e se lançar candidato à Presidência no ano passado. Principal liderança do PSB, Campos morreu vítima de um acidente aéreo, em plena campanha.
A então candidata a vice-presidente da coligação Unidos pelo Brasil (PHS, PRP, PPS, PPL PSB e PSL), a ex-senadora Marina Silva assumiu a cabeça de chapa e conquistou a terceira colocação na disputa. Passado o pleito, a sigla tenta se reorganizar para não perder o protagonismo no cenário nacional.
Em um vídeo, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, explica que a pesquisa vai servir para orientar o trabalho de formular um novo “planejamento estratégico” para a sigla, para o período entre 2015 e 2018.
No questionário, o PSB também quer saber com que partidos deveria ou não fazer alianças e quais seriam as principais “ameaças” ao futuro da sigla. Há opções antagônicas como “aliança com o PT” e “aliança com o PSDB” ou “oposição ao governo Dilma” e “sucesso do governo Dilma”.
Deputado estadual reeleito para o segundo mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e principal liderança do PSB na cidade e região, Antônio Lerin diz que o partido faz pesquisas constantemente e seu objetivo é manter-se num processo contínuo de crescimento. Conforme destaca, os resultados das eleições gerais do ano passado mostram que o partido avança.
Nesse sentido ele cita a eleição de três governadores pessebistas (Distrito Federal, Paraíba e Pernambuco) e o crescimento da bancada na Câmara dos Deputados, de 24 para 34 cadeiras, sendo três parlamentares mineiros, entre eles o tenente Lúcio, com base na região. Segundo Lerin, o PSB deverá seguir numa oposição respeitosa ao governo federal e, em relação a 2016, em se tratando de Uberaba, já prepara chapa de vereadores e articula alianças.