PSDB vai entrar na Justiça contra o presidente do PMDB mineiro, Antônio Andrade (PMDB), que esta semana acusou integrantes da alta cúpula tucana de oferecer R$20 milhões para comprar o apoio dos peemedebistas nas eleições estaduais. A acusação foi feita em entrevista coletiva na segunda-feira (26) e repercutiu na impressa mineira. Questionado, o pré-candidato ao governo de Minas pelo PSDB, Pimenta da Veiga, afirma que a denúncia não tem fundamento e assegura que o líder do PMDB será penalizado. “O autor da denúncia pagará por isso ou terá que prová-la. Vai ser acionado na Justiça porque é uma atitude irresponsável”, declarou. Também na cidade ontem, Andrade, que é pré-candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-ministro Fernando Pimentel (PT), voltou atrás quanto à acusação de compra de apoio. “Foi-nos oferecida a vaga de senador. Isso é de conhecimento de todos. Eu disse que tínhamos que ajudar deputados estaduais e federais com algo em torno de R$20 milhões para a estrutura de campanha e material gráfico. [Os representantes do PSDB] disseram não ser problema nenhum e que ajudariam os nossos candidatos da mesma forma que ajudam os do PSDB”, justificou. Segundo o líder do PMDB, o conteúdo da denúncia está gravado e o material será apresentado em caso de processo judicial. Porém, o peemedebista espera que a disputa permaneça no campo de ideias e sem envolvimento do Poder Judiciário. Compromisso. O pré-candidato tucano assegurou ontem que Uberaba terá espaço no primeiro escalão do Estado, caso vença as eleições para governador. A mesma promessa também foi feita em Uberlândia recentemente. “O Triângulo Mineiro é a principal região de Minas e é natural que as suas duas cidades líderes possam integrar o governo estadual. É evidente que terá critérios para indicação e serão muito rígidos. Nenhuma indicação será meramente política, mas em Uberaba temos disponibilidade de figuras humanas para qualquer função”, pondera.