POLÍTICA

Queiroz pagou escola das filhas de Flávio Bolsonaro, dizem promotores

Fabrício Queiroz é tido como uma espécie de operador financeiro de Flávio

Publicado em 19/06/2020 às 07:35Atualizado em 18/12/2022 às 07:09
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Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou alguns detalhes da prisão de Fabrício Queiroz, realizada na manhã de ontem (18). Segundo os promotores, o ex-assessor parlamentar custeou as despesas pessoais de Flávio Bolsonaro enquanto deputado na Assembleia Legislativa do Rio. Queiroz é apontado como uma espécie de operador financeiro do “filho 01” do presidente Jair Bolsonaro. As informações são do blog Fausto Macedo.

As investigações apontam que Queiroz transferia parte dos recursos para o “patrimônio familiar” de Flávio por meio de pagamento de despesas pessoais do senador e sua família e também através de depósitos fracionados. Pelo menos 116 boletos bancários foram identificados pelos investigadores com dinheiro “não proveniente” das contas do ex-deputado estadual e de sua esposa, Fernanda Bolsonaro. Eles eram relativos ao custeio do plano de saúde e das mensalidades escolares das filhas de Flávio e Fernanda.

Vídeo obtido durante as investigações mostra Queiroz fazendo pagamentos no caixa de um banco. Cruzando horário, data, valores e movimentações bancárias foi possível concluir que o ex-assessor foi o responsável por quitar as mensalidades escolares das filhas de Flávio em outubro de 2018.

O MPRJ desconfia, ainda, que Queiroz possa ter envolvimento com milicianos do Rio de Janeiro, incluindo o capital Adriano da Nóbrega, apontado como líder do chamado “escritório do crime” e morto em fevereiro deste ano. Adriano está ligado a Flávio Bolsonaro no caso da rachadinha por meio de sua mãe, Raimunda Veras Magalhães, e da ex-mulher, Danielle da Nóbrega. As duas também eram funcionárias do gabinete do então deputado.

Queiroz é investigado por suposta “influência” sobre grupos paramilitares do Estado. Em mensagens trocadas com uma mulher chamada Márcia Aguiar, ele se compromete a “interceder pessoalmente” junto a milicianos em favor de um homem que pede sua ajuda após receber ameaças. Há também nas investigações um áudio onde Queiroz afirma que poderia intermediar o contato com a “cúpula de cima”.

Fabrício Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em imóvel pertencente a Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro, em Atibaia (SP). Ele é suspeito de operar esquema de desvio de parte dos salários no gabinete do ex-deputado estadual na chamada “rachadinha”. Queiroz arrastou Flávio e a família Bolsonaro para o centro de investigação criminal após relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta.

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