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Reajuste em benefício do programa Bolsa Família ainda não está descartado. A informação é do ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra (PMDB), que esteve em Uberaba esta semana para divulgar o programa Criança Feliz.
O reajuste do Bolsa Família seria anunciado em julho e a previsão era conceder um aumento de 4,6% no benefício, mas a área econômica avaliou que, em meio à crise financeira, não haveria condições orçamentárias e a medida foi suspensa. Terra afirma que existe espaço no orçamento da pasta para conceder o aumento, mas a decisão final depende da disponibilidade de caixa do governo federal.
O ministro argumenta que o Brasil está em déficit e o governo está trabalhando para equilibrar a situação financeira no momento. Por isso, ainda não houve uma decisão sobre o assunto. “Tem um reajuste programado e espero que seja possível este ano ainda, mas depende do caixa”, disse, sem citar data para bater o martelo sobre a questão.
Por outro lado, o ministro defende que, apesar do aperto financeiro, o governo já concedeu reajuste de 12,5% no benefício em 2016. “Nos últimos dois anos do governo anterior não teve reajuste e nós demos um percentual bem acima da inflação”, justifica. Além disso, o ministro posicionou que a meta é zerar em agosto a fila de espera para entrada no Bolsa Família. Balanço divulgado no mês passado aponta que 525 mil famílias estão aguardando para ser atendidas pelo programa.
Quanto às 143 mil famílias que retornaram ao programa este ano devido ao aumento da taxa de desemprego, Terra defendeu que o processo de entrada e saída de pessoas é normal todos os anos porque o sistema é dinâmico.