POLÍTICA

Reajuste nos salários dos deputados federais teve dois votos contrários

O reajuste nos salários dos deputados e senadores foi de 26,3%, saltando de R$26.723,13 para R$33.763,00

Renata Gomide
Publicado em 28/12/2014 às 15:47Atualizado em 17/12/2022 às 02:04
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A aprovação do reajuste nos salários dos deputados federais e senadores da República para a próxima legislatura (2015-2019) recebeu o voto contrário de dois parlamentares, enquanto a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) se absteve de votar. Os também senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) e Randolfe Rodrigues (Psol-AP), que inicialmente manifestaram-se no sentido de abster-se da análise do projeto que tratou do ajuste, votaram contra.

Para Aloysio, o momento não é o mais oportuno porque o aumento terá um grande impacto nas contas públicas e porque há muitas incertezas sobre a situação fiscal do Brasil.

“Em razão das vinculações constitucionais (sistemas de tetos e subtetos), a remuneração dos parlamentares federais repercute sobre a remuneração dos estaduais e dos vereadores, e repercute sobre toda uma pirâmide de instituições, desde tribunais superiores até os juízes de 1ª instância”, explicou o líder do PSDB no Senado, considerando que o projeto também ajustou os vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador Geral da República.

O reajuste nos salários dos deputados e senadores foi de 26,3%, saltando de R$26.723,13 para R$33.763,00. Ministros e procurador terão aumento de 14,6%. A remuneração sairá de R$29.462,25 para R$33.763,00.

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