Renúncia de candidatas a vereador da coligação "Compromisso e Coragem" pode levar ao corte de homens que postulam vaga no Legislativo pelo grupo. Duas mulheres da chapa proporcional formada pelo PR e pelo PSB desistiram de disputar as eleições. A situação obriga a saída de candidatos do sexo masculino para cumprir a regra da cota feminina na chapa.
Nos bastidores políticos há rumores de que a Justiça Eleitoral já determinou o corte de dois candidatos homens em função da renúncia de Márcia Tameirão e Lívia Vieira Machado, ambas do PSB, o que representaria mais baixas na ala masculina. As especulações dão conta que caberá ao PR sacrificar nomes da chapa para atender à regra eleitoral.
O representante jurídico da coligação, Paulo Emílio Derenusson, afirma não ter sido notificado de qualquer determinação para recompor a proporcionalidade da chapa. “Não existe nada de concreto. Temos que aguardar a iniciativa da Justiça Eleitoral para nos posicionar e tomar alguma atitude. Se vier comunicação da Justiça, as deliberações serão feitas internamente entre os dois partidos”, argumenta.
O candidato Antônio Lerin também disse não ter conhecimento de ordem judicial para o corte de nomes. Caso a situação seja confirmada, ele declarou que o assunto será tratado internamente entre os dois partidos, mas já posicionou que o PSB mão abrirá mão de candidaturas masculinas na chapa de vereadores. “Ficou claro que o PSB não abre mão de nenhum candidato. Já abrimos mão demais para contemplar o PR. O que o PR vai fazer é responsabilidade do PR”, sentencia.
O atual presidente do PR em Uberaba, Mário Vilmair Silvestre Pereira, não quis se manifestar sobre o impasse criado por causa da renúncia das mulheres e as possíveis baixas na chapa proporcional. “Não posso adiantar nada a respeito disso”, alegou, ressaltando que qualquer decisão será tomada em conjunto pelos representantes da coligação. Questionado, Vilmair também não respondeu se a mira dos cortes seria nos candidatos a vereador do PR que estariam apoiando a campanha de outros prefeitáveis. Ele disse apenas que uma comissão de ética foi criada para avaliar possíveis casos de infidelidade.
Menos candidatos. Dos 267 pedidos de registro para candidatura a vereador, 220 foram deferidas. Até agora foram protocoladas 12 renúncias, 24 pedidos foram indeferidas e ainda são alvo de batalha na Justiça, 10 não conseguiram registro e uma solicitação continua à espera de análise do Judiciário.