POLÍTICA

Representantes de Minas e São Paulo voltam a discutir gasoduto

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Altamir Rôso, e o prefeito Paulo Piau se reuniram ontem com o titular da pasta de Energia do Estado de São Paulo

Gisele Barcelos
Publicado em 24/10/2015 às 08:06Atualizado em 16/12/2022 às 21:39
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Foto/Divulgação

Prefeito Paulo PIau e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas, Altamir Rôso, estiveram ontem com o secretário de Energia paulista

Proposta de trazer o gás de São Paulo para abastecer a fábrica de amônia em Uberaba voltou a ser discutida entre representantes do governo mineiro e paulista. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Altamir Rôso (PMDB), e o prefeito Paulo Piau (PMDB) se reuniram ontem com o titular da pasta de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles.

Piau conta que a hipótese de estender o ramal do Gasbol de Ribeirão Preto até Uberaba foi abordada, mas não de forma exclusiva. Segundo ele, o objetivo da reunião foi tratar sobre a malha de gasodutos paulista como um todo, inclusive a nova alternativa de trazer gás natural da bacia de Santos. O projeto orçado em R$8 bilhões foi anunciado este ano para suprir a demanda de seis termelétricas que serão implantadas no Estado vizinho.

De acordo com o prefeito, tanto a extensão do Gasbol de Ribeirão quanto a opção da bacia de Santos são possibilidades em estudo, dependendo da proposta que for mais viável e rápida. “Fomos buscar informações de como está constituída a malha de gasodutos e ver a possibilidade de isso chegar a Uberaba. Nada está descartado. Na próxima semana, um grupo técnico irá até a Gasmig para ver se é possível fazer esse encontro [do interesse dos dois Estados]”, ressalta.

A implantação de um ramal de distribuição do Gasbol entre Ribeirão Preto e Uberaba chegou a ser cogitada entre 2010 e 2012 por ser uma alternativa econômica. No entanto, a ANP emitiu parecer desfavorável e considerou o projeto inconstitucional. Por conta do impasse, foi ventilada a hipótese de um decreto presidencial para viabilizar o projeto, o que não se concretizou.

Sem consenso, o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) anunciou em 2013 que o Estado construiria um gasoduto de 457 quilômetros de Betim a Uberaba para assegurar o abastecimento da planta de amônia. O projeto, orçado em quase R$2 bilhões, também não avançou.

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