
A confirmação deve ocorrer em reunião em Brasília, onde a legenda pretende alinhar a composição da chapa. (Foto/Divulgação)
O Republicanos deve formalizar na segunda-feira (3) a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais, que atribui a mudança de posição a avisos feitos pelo presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, a aliados e dirigentes partidários.
Pereira reconsiderou a decisão de retirar Cleitinho da disputa estadual. A confirmação deve ocorrer em reunião em Brasília, onde a legenda pretende alinhar a composição da chapa.
O nome cotado para vice é o do ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão, que também presidiu a Associação Mineira de Municípios (AMM). A chapa ainda deve ter Domingos Sávio, do Partido Liberal (PL), e Marcelo Aro, do Progressistas (PP), como candidatos ao Senado.
A reviravolta ocorre depois de pressão do PL para manter Cleitinho na eleição mineira. O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, participou das conversas com a Executiva nacional do Republicanos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também teria atuado em defesa da candidatura do senador mineiro.
A reunião entre Cleitinho e Marcos Pereira estava prevista para sábado, mas não ocorreu por falta de agenda do presidente do partido, conforme interlocutores citados pela reportagem. No mesmo dia, o Republicanos confirmou Tarcísio como candidato à reeleição em São Paulo.
A crise interna ganhou força na última quarta-feira, quando o Republicanos divulgou nota retirando Cleitinho da corrida pelo governo de Minas. Naquele momento, a legenda articulava com PL, União Brasil e PP a candidatura de Marcelo Aro ao Palácio Tiradentes.
Após o comunicado, Cleitinho reuniu a imprensa em Divinópolis, sua base política, e afirmou que disputaria o governo. No dia seguinte, ele se encontrou com Marcos Pereira em São José dos Campos, no interior paulista, em conversa que durou mais de cinco horas. Luís Eduardo Falcão também participou.
O presidente estadual do Republicanos, deputado federal Euclydes Pettersen, disse à revista Veja que a candidatura de Cleitinho era prioridade para o partido. Ele, porém, também apontou incômodo da legenda com a demora do senador em definir o rumo eleitoral e com sua ausência na convenção estadual do Republicanos.