POLÍTICA

Retenção de duodécimo de 2012 deixa presidente da CMU em situação difícil

Renata Gomide
Publicado em 31/08/2013 às 00:46Atualizado em 19/12/2022 às 11:18
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A falta de uma solução quanto ao repasse à Câmara de cerca de R$2,7 milhões a título de duodécimo devido pela administração de Anderson Adauto (sem partido), referente ao exercício de 2012, está deixando o presidente da Casa, vereador Elmar Goulart (PSL), em situação difícil. É o que diz o social-liberal ao também admitir que está cansado da situação, embora ainda prefira resolver o impasse em paz, ao invés de brigar.   Elmar, porém, não descarta ir à Justiça se essa solução não chegar até o próximo mês. “Eu preciso agora em setembro, já estou afogando”, alerta o presidente da Câmara, que pretende retomar a conversa com o prefeito Paulo Piau (PMDB), com quem já se reuniu mais de uma vez para tratar do repasse do duodécimo. Uma comissão formada por técnicos dos dois poderes também analisa o caso, sendo que a PMU abriu um procedimento administrativo.   Elmar reitera que tem direito de receber os recursos, lembrando que eles estão incluídos em restos a pagar, porque foram empenhados. “Não tem como fugir. Até a Libertas se manifestou favorável”, completa o presidente, se referindo aos dados contidos no relatório parcial realizado pela Libertas Auditoria e Consultoria, nas contas de 2012. “Sempre que me vê, o prefeito chega para mim e fala que precisa repassar o dinheiro, mas alega que precisa achar uma solução. Já estou cansado”, diz.   Ele avalia que se o dinheiro não for liberado, futuramente tanto o ex-prefeito Anderson Adauto quanto o atual poderão ter problemas com o Tribunal de Contas do Estado. Elmar ainda lembra que o balanço contábil referente ao exercício de 2012 terá que passar pela Câmara.

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