POLÍTICA

Reunião com ministro para discutir segurança fica para depois da Copa

Reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para discutir investimentos na área de segurança pública em Uberaba só deverá acontecer depois da Copa do Mundo

Gisele Barcelos
Publicado em 18/06/2014 às 19:18Atualizado em 19/12/2022 às 07:15
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Reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para discutir investimentos na área de segurança pública em Uberaba só deverá acontecer depois da Copa do Mundo. O prefeito Paulo Piau (PMDB) tentava articular uma agenda na semana passada para apresentar as reivindicações da cidade e propor a criação de um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) específico para o combate à criminalidade.

“Época de Copa do Mundo é impossível porque o ministro está com as atenções voltadas aos nossos visitantes e seleções. Então, a reunião pode ser depois do Mundial, mas não abrimos mão de levar as lideranças de Uberaba a Brasília para contar um pouco da nossa angústia”, afirma Piau.

O prefeito está preocupado com o aumento no índice de criminalidade em Uberaba. Dados da Secretaria de Estado de Defesa Social, divulgados no mês passado, apontam que os casos de crimes violentos contra o patrimônio cresceram cerca de 50% na região de Uberaba e Uberlândia, na comparação entre os quatro primeiros meses de 2013 e 2014.

De acordo com Piau, além de apresentar os problemas e as reivindicações locais, será apresentada a proposta para a criação de um PAC destinado à Segurança Pública. A ideia já foi discutida na semana passada com o coordenador do PAC, Maurício Muniz, mas ainda não houve uma resposta sobre o assunto.

O prefeito avalia que o programa permitiria a distribuição dos recursos federais para alimentar os Estados e Municípios para a melhoria efetiva da estrutura de segurança. PP posiciona que o governo federal sozinho não está conseguindo atuar de forma eficiente no combate à violência.

“De cara eu já digo que, para mim, a participação federal está muito aquém do necessário. As fronteiras não são protegidas, isso é fato. O Brasil tem grande fronteira e precisa de proteção contra a entrada de drogas e armas, mas a Polícia Federal não está dando a atenção que precisa a isso [...] Queremos ouvir uma justificativa do ministro sobre isso”, salienta.

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