SEM EXPLICAÇÃO

Reunião termina sem esclarecer dívida da Associação dos Feirantes de Uberaba com a Cemig

Advogado da ex-presidente afirmou que débitos foram pagos, mas não apresentou comprovantes; feirantes vão consultar situação na companhia

Sarah Parro
Reunião com feirantes
Publicado em 27/07/2026 às 20:42Atualizado em 27/07/2026 às 20:51
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Feirantes se reuniram nesta segunda-feira (27) com o Secretário Municipal do Agronegócio, Luís Renato Tiveron (Foto/Divulgação)

Feirantes se reuniram nesta segunda-feira (27) com o Secretário Municipal do Agronegócio, Luís Renato Tiveron (Foto/Divulgação)

 Reunião realizada nesta segunda-feira (27), no anfiteatro da Prefeitura de Uberaba, terminou sem esclarecer a situação da dívida da Associação dos Feirantes com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Segundo a advogada Márcia Karnopp, que representa quatro feirantes, o advogado da ex-presidente da associação afirmou que os débitos foram quitados, mas não apresentou comprovantes de pagamento. 

Ainda conforme Karnopp, a ex-presidente não compareceu ao encontro e foi representada pelo advogado. Durante a reunião, foram identificados parcelamentos das contas de energia das feiras. No entanto, segundo a advogada, permanecem em aberto duas faturas superiores a R$3 mil cada uma, sendo emitidas em nome da associação e também vinculadas a unidades consumidoras localizadas na residência da ex-presidente e de sua genitora.
 
Diante da falta de comprovação da quitação, os feirantes decidiram retornar à Cemig nesta terça-feira (28) para verificar se os débitos ainda constam em nome da associação. Caso seja confirmado que as contas permanecem em aberto, o grupo pretende dividir o valor entre os próprios comerciantes para evitar um novo corte no fornecimento. 

A medida dos comerciantes busca evitar que se repita o episódio registrado na última sexta-feira (24), quando a Feira do bairro Fabrício teve o fornecimento de energia interrompido por inadimplência, e também na Feira do Volta Grande. Segundo os feirantes, a energia foi restabelecida posteriormente. 

Após a reunião, parte dos comerciantes também se reuniu com o Secretário Municipal do Agronegócio, Luís Renato Tiveron, para discutir alternativas para regularizar a situação da entidade e garantir a continuidade das feiras. 

Procurada pela reportagem, a Secretaria do Agronegócio (Sagri) não comentou o conteúdo da reunião e limitou-se a reiterar que a Associação dos Feirantes possui personalidade jurídica própria, com autonomia administrativa e financeira. 
Segundo a pasta, cabe à própria entidade responder por sua gestão interna e pelo cumprimento de seu estatuto, enquanto a atuação da secretaria se restringe ao diálogo institucional e ao apoio às feiras livres, sem competência para fiscalizar ou auditar a associação. 

Questionada sobre a possibilidade de acionar órgãos de controle diante das denúncias envolvendo a gestão da entidade, a Sagri informou que eventuais indícios de irregularidades devem ser comunicados aos órgãos competentes, especialmente ao Ministério Público. 

"Na hipótese de surgirem indícios consistentes da prática de irregularidades ou de eventual ilícito, os fatos devem ser comunicados aos órgãos competentes, especialmente ao Ministério Público, para que promovam a apuração no âmbito de suas atribuições constitucionais e legais. Paralelamente, caberá aos próprios associados adotar as medidas previstas no estatuto da entidade e na legislação aplicável para a defesa de seus interesses", informou a secretaria.    

Após os questionamentos, A Sagri encaminhou release à imprensa e esclareceu que o objetivo da reunião foi ampliar o diálogo entre a Sagri e a Associação dos Feirantes de Uberaba, fortalecendo a comunicação e buscando soluções conjuntas que resultem em melhorias para o setor e para a organização das feiras em Uberaba. Porém, não falou quais seriam essas melhorias a serem implantadas para evitar os problemas já existentes.

Representante da Comissão de Vacância da Associação de Feirantes foi acionada para esclarecer os fatos mencionados, porém, até o fechamento desta reportagem, não havia se pronunciado.

Entenda o caso: Feirantes cobram explicações sobre dívida de R$ 16,3 mil e crise em Associação de Uberaba 

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