A ideia de deixar o PSDB não está descartada pelo vereador João Gilberto Ripposati (PSDB). Mas ele garante que irá lutar até onde o limite der para permanecer na sigla e continuar a colocar em prática o projeto político do partido em Uberaba.
Ultimamente, o vereador, único do partido no município, trava uma batalha com o deputado federal Caio Narcio (PSDB) sobre a forma de comando do ninho tucano em Uberaba. Enquanto Ripposati defende a eleição de um diretório, Narcio conseguiu, através da Executiva estadual, a criação de uma Executiva Provisória, sob o comando do empresário Karim Abud Mauad. O deputado, a quem foi delegada a missão de organizar o partido no município, disse que só se manifestará sobre os novos rumos da legenda em Uberaba após publicação da provisória pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG).
Já Ripposati diz que, no caso de Uberaba, foi descumprida a Resolução 009/2015 do PSDB nacional, assinada pelo presidente do partido, senador Aécio Neves, que determina parâmetros para a realização de convenção para diretórios municipais. De acordo com Ripposati, em 8 de abril de 2015, Aécio assinou o documento que autoriza a realização de convenção nos municípios em que o partido tenha obtido mais de 6% dos votos válidos de todos os candidatos a deputados somados, federal ou estadual. Uberaba obteve 6,25%, segundo o vereador. “Uberaba se enquadra no critério adotado e está apto a realizar sua convenção, o que também é reivindicação da maioria dos membros da última Comissão Provisória Municipal e de filiados”, lembrou Ripposati. Ele disse que irá se reunir com outros membros do partido insatisfeitos com a decisão da Executiva estadual para discutir o que fazer.
Sobre sair do PSDB, ele garante que o desejo, por enquanto, ainda é permanecer. “Há algumas alternativas jurídicas para deixar a sigla, mas quero lutar até onde o meu limite der”, afirmou. O vereador destaca ainda que “há três possibilidades de mudança de partido. Uma é a janela, que o Congresso Nacional ainda tem que aprovar, outra é na Justiça, quando o detentor do mandato se sente prejudicado dentro do partido e tem o caminho do silêncio, onde é feita a troca, ninguém fala nada, passa o tempo da contestação e daí confirma-se a mudança. Não quero esse caminho do silêncio, que é obscuro”, afirmou Ripposati.