Em meio às discussões sobre a emissão de parecer do Projeto de Emenda à Lei Orgânica 0515, que proíbe a ideologia de gênero na grade curricular das escolas da rede municipal de ensino, o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) disse que pretende acionar a Comissão de Ética da Câmara Municipal de Uberaba (CMU).
O ainda tucano, em determinado momento das discussões, pediu acionamento da comissão, pois, segundo ele, estaria, junto com o vereador Franco Cartafina (PRB), sendo acusado de omisso em suas funções legislativas. De pronto, sem consultar os outros integrantes do colegiado, o presidente da comissão, vereador Samuel Pereira (PR), recusou o pedido de Ripposati. “Sou o presidente da Comissão de Ética e não aceito o seu pedido, isso não é caso de Comissão de Ética”, frisou.
Marcelo Machado Borges – Borjão (DEM) – concordou com Samuel. “Tudo nessa Casa agora é Comissão de Ética! Vamos parar com isso! Eu já estive duas vezes na Comissão de Ética e não havia motivos para eu estar lá”, protestou Borjão. O democrata foi acionado pelo colegiado, primeiro, por falar em plenário sobre uma suspeita de compra de votos dos vereadores para aprovação de projeto que criou o cemitério-parque. E, na segunda vez, por uma suposta tentativa de assédio a uma servidora do Legislativo. Em nem um dos dois casos, segundo a Comissão de Ética, houve motivos para penalizar o parlamentar.
Ripposati, ao fim da sessão, disse que ainda acionará a Comissão de Ética para discutir a questão.