POLÍTICA

Samu Regional deve ficar restrito ao resgate aéreo por causa da crise

Gisele Barcelos
Publicado em 09/06/2020 às 06:53Atualizado em 18/12/2022 às 06:57
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Jairo Chagas

Helicóptero operacionalizado pelo Corpo de Bombeiros deve ser o único recurso disponibilizado ao Samu Regional

Com crise financeira do Estado, Samu Regional deve ficar restrito a resgate aéreo. O projeto idealizado em 2016 previa a implantação de bases operacionais em cidades da região e também o envio de mais ambulâncias para compor o serviço no Triângulo Sul, mas, até o momento, apenas o helicóptero foi entregue e está em operação.

Antes do agravamento da pandemia de Covid-19, o governo de Minas chegou a anunciar, em março deste ano, a implantação do Samu Regional do Leste/Vale do Aço. Ambulâncias foram entregues para o início das operações até o fim do respectivo mês. A notícia reacendeu a expectativa quanto ao projeto do Triângulo Sul, discutido ao longo dos últimos anos.

De acordo com o presidente do Citrisul (Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência e Emergência do Triângulo Sul), Celson Pires, a reivindicação em torno dos veículos para a implantação da parte terrestre do Samu na região é constante desde a gestão do ex-governador Fernando Pimentel, porém não houve nenhuma sinalização sobre a entrega das ambulâncias até o momento. Pires ressalta que a crise financeira do Estado foi um problema e agora a pandemia de coronavírus dificultou ainda mais o avanço. "Acho o momento delicado de reivindicar qualquer coisa, porque tudo está muito focado no combate à Covid-19", salienta.

O presidente do consórcio afirma que a demanda continuará sendo reforçada junto ao Estado, mas não acredita que a implantação do resgate terrestre seja efetivamente concretizada quando a pandemia for superada. "Era um projeto maior, que envolvia muito dinheiro para construir uma megaestrutura e sede própria para integrar resgate aéreo e terrestre. Isso não se cogita mais", pondera.

Conforme o líder do Citrisul, mesmo antes da pandemia o Estado de Minas Gerais já enfrentava uma séria crise financeira. Por isto, não há perspectiva de resposta sobre as ambulâncias para o Samu Regional Triângulo Sul no atual governo. "Não estamos parados. Continuamos pedindo. Nosso sonho é que o Samu Regional funcione na sua plenitude, tanto a parte terrestre quanto aérea. Agora, hoje estamos administrando a parte aérea enquanto não vemos perspectiva financeira do Estado para a implantação da parte terrestre", manifesta.

Questionado, Pires descarta a possibilidade de a região perder o helicóptero para outras localidades que tenham a parte terrestre do Samu estruturada. "O helicóptero é de Uberaba e a sede é em Uberaba", disse, acrescentando que apenas podem acontecer remanejamentos temporários para atender em casos de maior gravidade. 

 

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