Prefeitura deverá cortar ponto de educadores infantis que aderirem à paralisação a partir de hoje. A informação é da secretária Silvana Elias
Prefeitura deverá cortar ponto de educadores infantis que aderirem à paralisação a partir de hoje. A informação é da secretária municipal de Educação, Silvana Elias, que argumenta ser inviável a reposição de aulas no contexto da Educação Infantil. O corte de ponto só não afetará os professores do ensino fundamental. Conforme a secretária, a obrigatoriedade de cumprimento de 200 dias letivos por ano não atinge os servidores lotados nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis). Desta forma, não há como repor as aulas perdidas e o município pode optar por descontar as faltas. “Provavelmente, haverá o corte de ponto na Educação Infantil, pois também é muito difícil levar a criança para a escola no dia de sábado”, salienta. Quanto aos demais professores da rede municipal, Silvana afirma que cronograma de reposição aos sábados será programado ainda neste semestre. “A segunda metade do ano é muita pesada com atividades e curta”, justifica. A secretária informa que foi solicitado ontem aos servidores participantes da paralisação que comunicassem a direção escolar. Segundo ela, a medida era apenas para que as unidades tivessem oportunidade para se preparar e, caso necessário, comunicar os pais sobre a suspensão das aulas. Até o fim do dia, a secretaria ainda não tinha números exatos sobre quantos Cemeis e escolas seriam atingidos. “Os pais que não receberem comunicado formal da escola devem mandar os filhos para a aula normalmente”, recomenda, salientando que plano alternativo foi montado para receber os estudantes. Tachando a postura do Sindemu como inconsequente, Silvana afirma que o governo municipal nunca fechou o canal de diálogo e, em apenas três meses, já atendeu 30 itens da pauta de reivindicações da categoria. A secretária, inclusive, publicou ontem nas redes sociais carta aberta protestando contra a decisão do sindicato. De acordo com a titular da Educação, a cobrança do piso nacional não é justificada, pois a Prefeitura apenas pediu prazo até o fim de abril para finalizar levantamento do impacto financeiro e apresentar uma proposta para valorização da categoria até 2016. “A greve é uma medida radical, usada quando não há espaço para o diálogo. Nós abrimos as portas da Prefeitura para os sindicatos. Com o Sindemu estamos em pleno processo de negociação”, defende.