POLÍTICA

Secretaria de Saúde nega aplicação de doses de fabricantes diferentes em Uberaba

Para deixar população mais segura, secretário ainda sugere mostrar a seringa vazia para o paciente após aplicação da vacina

Raiane Duarte
Publicado em 27/04/2021 às 07:22Atualizado em 18/12/2022 às 13:19
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Apesar de levantamento feito pelo jornal O Tempo apontar que Uberaba tem 44 pessoas que receberam doses de imunizantes diferentes, o secretário Sétimo Bóscolo descarta má-fé da equipe de vacinação e afirma que essa informação não chegou à SMS (Foto/Jorge Ferreira PMU)

O processo de vacinação segue levantando dúvidas, tanto em nível nacional e estadual quanto municipal. Desde a definição de prioridade e os fura-fila até a hipótese de aplicação irregular, o processo de imunização segue sendo um desafio para a administração. Em entrevista à Rádio JM, nesta segunda-feira (26), o secretário de Saúde explicou diversas questões e pontuou que não houve erro cometido de má fé em Uberaba.

Uma questão recente envolvendo a vacinação, em nível nacional, é a polêmica da aplicação de doses de marcas diferentes, o que interfere diretamente na imunização. O portal de notícias O Tempo realizou um levantamento na última semana, com dados de Minas Gerais, a partir das fichas registradas no Ministério da Saúde, que mostra que 2.360 pessoas tomaram a primeira dose da Covishield (AstraZeneca/Fiocruz) e o complemento da Coronavac (Sinovac/Butantan), enquanto outras 195 o oposto. O apontamento conta com 44 nomes de Uberaba.

Questionado sobre essa acusação, o secretário pontuou que não há informação na secretaria que confirme tais erros. "Vou ter que consultar o pessoal da área técnica, não sei te dizer isso, não tenho esses números, não sei se realmente aconteceu isso. Essa informação temos que checar e depois ver como devemos proceder para preservar a imunização dessas pessoas”, disse. A reportagem do Jornal da Manhã acionou a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde para esclarecer sobre essa checagem.

Em nota, a pasta nega que tenha havido imunização trocada em Uberaba e aponta que o erro, se houve, foi de digitação. "Em relação à aplicação de doses que podem ter sido trocadas na vacinação contra a Covid-19, divulgada nesta segunda-feira (26), na imprensa, o Governo Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, já iniciou a conferência dos registros de vacinas para identificar se houve a troca. As primeiras apurações indicam apenas erros de digitação no sistema em relação a planilha manuscrita. Ou seja, não há confirmação de troca de vacina na aplicação. O trabalho de conferência continua", diz a nota.

Outro ponto polêmico que repercute no país é a hipótese de aplicação de água ou outra substância que não seja a vacina, Sobre isso, Sétimo nega de forma categórica. Ele explica que não acredita que tenha ocorrido qualquer tipo de irregularidade por má fé. Complementou, inclusive, que apoia a maior transparência possível, e sugere que seja mostrada a seringa vazia para o paciente após a aplicação.

“A vacinação tem gerado muitas dúvidas, uma pessoa me reclamou que enquanto ela preenchia os papéis da mãe dela com o pessoal da parte escrita, o outro pessoal já vacinou a senhora e ela queria ter visto e filmado. Acho que é um momento de tanta alegria que as pessoas estão filmando, fotografando e documentando isso. É interessante, mas gera algum desconforto, esse assunto também iremos tratar na reunião de comissão. A pessoa quer ver o parente ser vacinado, eles querem que avise: "olha vou aplicar a vacina". Vi em São Paulo, se não me engano, que as pessoas aplicam a vacina e mostram a seringa vazia para o paciente, creio que deve ser mais ou menos desse jeito, haja vista o tanto de problema que tem surgido nessa vacinação.”

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FURA-FILA. “A questão do fura-fila creio que é sempre importante e a secretaria está aberta através do 0800, através da imprensa, para falar e investigar, estamos investigando todos os casos. O plano de vacinação do Governo Federal que atendemos e seguimos, a medida que ele é focado e é bem claro, ele também é amplo, porque fala em profissionais de saúde, que é uma classe muito ampla. Nele também fala de pessoas ligadas diretamente ao enfrentamento à Covid, esse ligados diretamente ao enfrentamento à Covid não são necessariamente profissionais da saúde, às vezes pode ser a secretária de um hospital, pode ser a faxineira de um hospital que limpa uma área de covid e isso gera alguns questionamentos, mas há o risco, esse pessoal está exposto”, pontuou o secretário de Saúde.

O titular da pasta ainda informou que todos os apontamentos que a Comissão Especial de Inquérito da Vacina (CEI) fizer deverão ter uma explicação por parte da secretaria, uma vez que secretaria solicita a lista com nome e dados das instituições e obedece esta lista hospitalar

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